O delegado Murilo Tavares afirmou que a principal linha de investigação sobre o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, em Bacabal (MA), aponta para a ação de uma terceira pessoa que teria sequestrado as crianças. Os irmãos desapareceram em janeiro deste ano e nunca foram encontrados. A mãe das vítimas critica a falta de respostas e acredita que os filhos ainda estão vivos.

Crianças desaparecidas em Bacabal - Reprodução: Redes Sociais
Crianças desaparecidas em Bacabal - Reprodução: Redes Sociais

Quase cinco meses após o desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, um dos delegados responsáveis pelo caso afirmou que a principal linha de investigação aponta para a participação de uma terceira pessoa no sumiço dos irmãos.

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Delegado falou sobre o desaparecimento das crianças na comissão - Foto: Reprodução: Instagram/ @claricecardoso1004

Delegado falou sobre o desaparecimento das crianças na comissão – Foto: Reprodução: Instagram/ @claricecardoso1004

As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro deste ano, em Bacabal, junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. Apenas Anderson foi localizado, três dias depois. Desde então, nenhum vestígio físico dos irmãos foi encontrado.

Delegado fala em possível sequestro

Durante uma comissão da Câmara dos Deputados que esteve em Bacabal, o delegado Murilo Tavares afirmou que nenhuma hipótese foi descartada, mas revelou qual é a principal suspeita da polícia.

“Posso dizer que nenhuma vertente, nenhuma corrente está sendo abandonada. A maior especulação que se tem é que houve uma terceira pessoa, só que essa terceira pessoa sequestrou os dois meninos”, declarou.

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Polícia descartou algumas denúncias

O delegado também comentou sobre informações recebidas durante as investigações que acabaram não sendo confirmadas.

Segundo ele, uma testemunha teria relatado que viu as crianças atravessando um rio em uma canoa, mas a história foi descartada após apuração policial.

“Foi feita toda uma investigação, encontramos a pessoa que teria visto a travessia das crianças. E aí chegamos na pessoa e ela disse que não houve nada daquilo, que foi só uma especulação”, afirmou.

Outra denúncia levou policiais até São Paulo, após uma pessoa afirmar ter visto crianças parecidas em um hotel.

De acordo com o delegado, a informação também não se confirmou.

Coronel diz não acreditar que crianças estejam na mata

O coronel Túlio, que integrou a força-tarefa de buscas na região, afirmou que acredita que os irmãos não estavam na floresta.

“O trabalho das forças de segurança nas buscas foi de excelência. Não foram encontradas porque, na minha opinião, não estavam lá. Porque, se estivessem, teriam sido achadas”, declarou.

Mãe critica investigação

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou estar frustrada com a falta de respostas sobre o caso: “Não têm respostas para me dar, só dizem que estão investigando, mas não tem uma resposta do que aconteceu”, desabafou.

Clarice também disse acreditar que os filhos foram levados por alguém.

“É impossível. Toda aquela área foi varrida e não encontraram nada, nem sequer uma sandália. Eu acredito que levaram meus filhos. Eu acredito que meus filhos estão vivos”, afirmou.

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