A delegada Patrícia Sena, da Dececa, explicou nesta segunda-feira (20) que a suspeita inicial de abuso contra a bebê Helena foi levantada por um relatório hospitalar, mas acabou totalmente descartada após laudos de DNA e exames da Pefoce darem negativo. O inquérito foi concluído com o indiciamento da mãe por homicídio culposo por omissão e do homem que dormia com a bebê por homicídio culposo, após confirmar-se que a causa da morte foi asfixia mecânica.

Foto: Reprodução.
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A Polícia Civil do Ceará detalhou os motivos que levaram ao descarte da suspeita de abuso sexual no caso da bebê Helena Rodrigues Almeida, de apenas 10 meses, encontrada morta em Fortaleza.

De acordo com a delegada Patrícia Sena, titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), em entrevista nesta segunda-feira (20), a hipótese surgiu a partir de um relatório médico preliminar apresentado no início da ocorrência, mas foi descartada após a conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

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Exames de DNA negativos e laudo de asfixia

Segundo a delegada, quando o caso chegou à especializada, os policiais receberam um documento inicial elaborado pelo hospital para onde a criança foi levada. A partir dessas primeiras informações, a investigação passou a apurar também a possibilidade de estupro de vulnerável, procedimento considerado necessário diante dos indícios existentes naquele momento. Com o avanço das perícias, porém, o cenário mudou completamente.

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Os exames de DNA realizados pela Pefoce não identificaram material genético de nenhum dos três homens submetidos à coleta, entre eles o companheiro da mãe da criança, o primo dele e um tio da bebê. Além disso, o laudo cadavérico descartou sinais de violência sexual, concluindo que a morte foi causada por asfixia mecânica. Os resultados passaram a integrar oficialmente o inquérito policial.

Mudança de entendimento e indiciamento

Com a conclusão das perícias, a Polícia Civil alterou o entendimento inicial do caso. O inquérito foi concluído com o indiciamento da mãe de Helena por homicídio culposo por omissão e do homem que estava na cama com a bebê por homicídio culposo, entendimento baseado nos elementos técnicos reunidos durante a investigação.

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A delegada ressaltou que a apuração acompanhou a evolução das provas produzidas ao longo do inquérito e que a linha investigativa foi modificada conforme os laudos oficiais ficaram prontos.

Segundo ela, o trabalho da polícia seguiu os procedimentos legais, considerando inicialmente todas as hipóteses possíveis até que os exames periciais esclarecessem as circunstâncias da morte da criança.

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