A Polícia Civil concentra buscas na divisa entre Ubatuba (SP) e Paraty (RJ) após uma denúncia indicar que o corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria pode ter sido ocultado na região. A ex-patroa segue presa temporariamente e é a principal investigada pelo caso.
O possível local onde o corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria teria sido ocultado passou a concentrar os esforços da Polícia Civil de São Paulo.

Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: reprodução)
A partir de constatações de câmeras de segurança, investigadores realizam buscas na região de divisa entre Ubatuba, no litoral norte paulista, e Paraty, no sul do Rio de Janeiro, região para onde a funcionária teria sido levada durante a carona.
A informação é considerada uma das principais frentes da investigação, que trata o desaparecimento da funcionária, de 60 anos, como um homicídio, embora o corpo ainda não tenha sido encontrado.
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Ex-patroa presa
O novo desdobramento amplia uma investigação que começou como um simples registro de desaparecimento, mas ganhou novos contornos após a análise de imagens, depoimentos, perícias e diligências realizadas pela Polícia Civil.
A principal suspeita é a ex-patroa de Berenice, a empresária Eliane Alves dos Santos, dona da pousada onde a cozinheira trabalhava em Ubatumirim, distrito de Ubatuba. Ela está presa temporariamente enquanto o inquérito avança.
Versões contraditórias
As investigações apontam que a versão apresentada pela empresária passou a ser confrontada com outros elementos reunidos durante o inquérito. Imagens de câmeras de segurança registraram parte do trajeto percorrido pela caminhonete utilizada pela suspeita no dia do desaparecimento.
Ela teria viajado com a cozinheira em direção a Toninhas, no litoral norte paulista, enquanto as provas reunidas pela investigação mostram que o veículo seguiu rumo oposto, até Paraty.
A Polícia Civil também afirma ter identificado contradições entre os depoimentos prestados e as provas coletadas ao longo da investigação, circunstâncias que reforçaram a hipótese de que Berenice não desapareceu voluntariamente.
Caso Berenice
Berenice desapareceu no dia 30 de junho, poucas horas depois de aceitar uma carona oferecida pela então empregadora. No dia anterior, ela havia informado aos familiares que tinha sido dispensada do trabalho por causa da baixa temporada no litoral e que receberia a rescisão contratual antes de retornar para Igaratá, no interior paulista, onde morava
Segundo os investigadores, a cozinheira e a empresária teriam discutido em razão do encerramento do vínculo empregatício e do pagamento das verbas trabalhistas.
Investigação no carro da ex-patroa
Outro ponto investigado é a possibilidade de o crime ter ocorrido dentro de um dos veículos utilizados pela empresária. A polícia realizou perícias nos automóveis e continua aguardando a conclusão de exames técnicos que poderão indicar se há vestígios compatíveis com a dinâmica investigada.
Paralelamente, investigadores recuperaram um telefone celular descartado pela suspeita, aparelho que deverá passar por perícia para verificar se contém informações capazes de esclarecer os últimos momentos antes do desaparecimento da cozinheira.
Buscas em Paraty
A mais recente linha de investigação surgiu após uma denúncia anônima indicar que o corpo de Berenice poderia ter sido levado para uma área de mata próxima à divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, nas imediações de Paraty.
Desde então, equipes da Polícia Civil intensificaram as buscas na região, considerada de difícil acesso, com o objetivo de localizar restos mortais ou qualquer outro elemento que ajude a confirmar ou descartar a informação recebida. Até o momento, as autoridades não divulgaram se foram encontrados vestígios relacionados ao caso.
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Localização do corpo pode mudar tudo
Para a Polícia Civil, a localização do corpo pode ser determinante para esclarecer a dinâmica do crime e fortalecer a produção de provas.
Apesar da principal linha de investigação apontar para um homicídio, os investigadores ressaltam que o inquérito ainda está em andamento e que os laudos periciais serão fundamentais para confirmar as circunstâncias da morte e a eventual participação da suspeita.
A defesa da empresária nega qualquer envolvimento no desaparecimento e sustenta que ela não cometeu o crime.
Investigações seguem
Nos próximos dias, as buscas na região de Paraty devem continuar, enquanto a Polícia Civil conclui perícias, analisa novos materiais apreendidos e ouve testemunhas.
A expectativa é de que os resultados dessas diligências permitam esclarecer o paradeiro de Berenice e definir os próximos passos do inquérito, que poderá resultar no indiciamento da investigada caso as provas reunidas sustentem essa conclusão.
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