O caso da morte da bebê Helena, de 10 meses, em Fortaleza, ganhou um novo desdobramento após a defesa da mãe informar que o laudo pericial não teria confirmado a hipótese de violência sexual. Segundo o advogado Hélio de Simões, os exames não apresentam provas técnico-científicas que sustentem essa suspeita e serão analisados pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário em conjunto com as demais evidências do inquérito.
O caso da morte da bebê Helena, de 10 meses, encontrada sem vida em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, na última segunda-feira (13), ganhou um novo desdobramento.

Advogado da mãe de Ysabelle (Foto: reprodução)
Em entrevista à TV Cidade Fortaleza, a defesa da mãe da criança informou que o laudo pericial não teria confirmado indícios de violência sexual, hipótese que passou a ser cogitada nos primeiros momentos da ocorrência.
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Exames já foram entregues à polícia
De acordo com Hélio de Simões, advogado de Ysabelle, os exames periciais já foram entregues à Polícia Civil e farão parte do conjunto de provas que será analisado durante o andamento do inquérito.
O advogado também destacou que situações de grande repercussão pública devem ser tratadas com responsabilidade e cautela. Segundo ele, é fundamental aguardar a conclusão das investigações e a análise técnica de todas as evidências antes de qualquer conclusão definitiva, evitando julgamentos precipitados.
“O resultado de todas as perícias foi encaminhado à autoridade policial. Em casos como esse, de tamanha gravidade e repercussão, é preciso responsabilidade. Muitas pessoas fizeram um juízo de valor sem conhecer o conteúdo dos autos”, afirmou.
Laudos periciais serão analisados pelo MP
Durante a entrevista, Hélio de Simões afirmou que, conforme os resultados das perícias realizadas até o momento, não foram encontrados elementos técnico-científicos que comprovem a ocorrência de violência sexual contra a bebê. Segundo o advogado, essa conclusão consta nos laudos anexados ao inquérito policial.
O advogado explicou que toda a documentação pericial será encaminhada ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar o material juntamente com as demais provas reunidas pela Polícia Civil ao longo da investigação.
Ainda de acordo com Hélio de Simões, as conclusões dos exames divergem de informações que passaram a circular nas redes sociais logo após a morte da criança.
“Não há nenhuma prova técnica científica juntada aos autos que tenha provado isso em nenhum momento.” A defesa também informou que pretende buscar responsabilização de pessoas que divulgaram informações consideradas falsas sobre o caso”, disse.
A defesa da mãe da bebê também informou que estuda adotar medidas judiciais contra pessoas que, segundo o advogado, compartilharam ou disseminaram informações falsas sobre o caso, com o objetivo de responsabilizá-las civil e criminalmente.
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Entenda o caso
O episódio foi registrado na madrugada da última segunda-feira (13), em um apartamento situado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Conforme o relato apresentado por Ysabelle, ela esteve no local após um encontro entre familiares e estava acompanhada da filha, do irmão, da cunhada, do proprietário do imóvel e de outro homem.
Segundo a versão da mãe da bebê, ela despertou durante a madrugada e percebeu que Helena estava em uma posição diferente daquela em que havia sido colocada para dormir. Desde então, a mulher afirma tentar compreender o que ocorreu nas horas que antecederam a morte da criança.

Caso Helena (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O inquérito permanece sob a condução da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que segue reunindo provas para esclarecer as circunstâncias do caso.
Até o momento, a Polícia Civil do Ceará não tornou público o conteúdo dos laudos periciais nem divulgou uma conclusão oficial sobre a causa da morte de Helena. Os exames fazem parte do conjunto de elementos que será avaliado pelas autoridades responsáveis antes da conclusão da investigação.
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