%%excerpt%% O caso Eloá voltou a ganhar destaque neste domingo (28), após Ronickson Pimentel dos Santos, irmão da adolescente e 1º tenente da Rota, ser baleado na cabeça durante uma tentativa de homicídio em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O caso Eloá voltou a ganhar destaque neste domingo (28), após Ronickson Pimentel dos Santos, irmão da adolescente e 1º tenente da Rota, ser baleado na cabeça. A tentativa de homicídio contra o policial ocorreu um dia antes, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O PM, que estava de motocicleta e à paisana, passou por cirurgia e segue em estado grave sob acompanhamento médico.

Em outubro de 2008, Eloá Pimentel, de 15 anos, foi mantida em cárcere privado por quase 100 horas pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, que não aceitava o fim do relacionamento.
O crime ocorreu em um apartamento em Santo André, na Grande São Paulo. Além de Eloá, a amiga Nayara Rodrigues também foi feita refém. Dois amigos que estavam no imóvel conseguiram deixar o local nas primeiras horas do sequestro. Nayara chegou a ser libertada, mas retornou ao apartamento durante as negociações e voltou a ficar sob o poder do sequestrador.
Invasão do Gate acabou em tragédia
Após mais de quatro dias de negociações, equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram o apartamento. Durante a ação, Lindemberg atirou contra as duas adolescentes. Eloá foi atingida gravemente e morreu dias depois no hospital. Nayara sobreviveu aos ferimentos.
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O caso mobilizou o país e gerou intensos debates sobre a condução das negociações, a atuação das forças de segurança e a cobertura da imprensa durante o sequestro. A ampla exposição do episódio transformou o crime em um marco nas discussões sobre o tratamento de ocorrências com reféns.
Posteriormente, Lindemberg Alves foi condenado pelos crimes cometidos durante o sequestro. Em 2013, a pena foi fixada em 39 anos e três meses de prisão. O caso Eloá continua sendo lembrado como um dos episódios policiais mais emblemáticos do Brasil.
Estado de saúde do tenente
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ser baleado no sábado (27).
Após ser atingido pelos disparos, o policial passou por uma cirurgia neurológica de emergência e segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento neurológico contínuo. De acordo com o boletim médico mais recente, o estado de saúde é considerado gravíssimo, porém estável.
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