A Polícia Civil do Ceará aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Forense (Pefoce) para detalhar as causas da morte da bebê Helena, de 10 meses, em Fortaleza. Dois suspeitos continuam detidos sob acusação de estupro de vulnerável seguido de morte, sendo que um deles foi exonerado de cargo público na prefeitura de Caucaia. A defesa de um dos investigados alega inocência e afirma que o cliente cedeu material genético para perícia.
A investigação sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, ocorrida em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE), segue em ritmo acelerado e a Polícia Civil do Ceará divulgou novas atualizações nesta quinta-feira (16).
Os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) são aguardados para definir a causa exata da morte e confirmar, ou não, os indícios de violência sexual.

Helena, bebê morta aos 10 meses (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Exames laboratoriais
O caso aconteceu entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (13) e, desde então, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) conduz os trabalhos. Os resultados dos exames laboratoriais ainda estão sendo finalizados e servirão de base para os próximos passos do inquérito.
A Pefoce já realizou o exame cadavérico e as perícias iniciais, mas os laudos completos ainda não foram entregues à Polícia Civil. Esses documentos são considerados o principal elemento técnico para esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação de todos os presentes no imóvel durante a noite.
Enquanto isso, a Polícia segue ouvindo testemunhas e analisando vestígios recolhidos no local, buscando fechar o cerco sobre o que realmente aconteceu no apartamento.

Suspeitos presos
Dois homens, de 22 e 26 anos, permanecem presos em flagrante, suspeitos de estupro de vulnerável seguido de morte. Um deles estava iniciando um namoro com a mãe da criança, enquanto o outro é seu primo.
A defesa de um dos suspeitos afirmou que acompanha o caso, ressaltando que o cliente colaborou com as autoridades, fornecendo material genético voluntariamente e alegando não estar no quarto onde a bebê dormia.
Um dos investigados, de 26 anos, também foi exonerado do cargo na Secretaria de Infraestrutura de Caucaia após a repercussão do caso. A Polícia Civil segue aguardando os laudos para avançar nas apurações.
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