Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o vereador Tiago Peretto trouxe detalhes devastadores sobre a participação de sua irmã, Marcelly Peretto, na morte do comerciante Igor Peretto. Marcelly, que irá a júri popular, é acusada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de homicídio triplamente qualificado, junto com a viúva Rafaela Costa e o cunhado Mário Vitorino.
Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o vereador Tiago Peretto trouxe detalhes devastadores sobre a participação de sua irmã, Marcelly Peretto, na morte do comerciante Igor Peretto. Marcelly, que irá a júri popular, é acusada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de homicídio triplamente qualificado, junto com a viúva Rafaela Costa e o cunhado Mário Vitorino.

Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto (Foto: Polícia Civil)
A farsa do sequestro
Um dos momentos mais tensos da entrevista foi quando Tiago relatou como foi manipulado por Marcelly logo após o crime. Segundo o parlamentar, a irmã sustentou uma mentira que o fez defendê-la publicamente antes de as provas aparecerem.
“No início, ela chegou contando que tinha sido sequestrada pelo Mário e forçada a fugir com ele. Eu fui em defesa dela, fui para a mídia, para as televisões, dizendo que precisávamos achar o assassino. Eu cheguei a orientá-la a não ir à delegacia naquele primeiro momento para que ela arrumasse um advogado e explicasse sua versão, pois eu acreditava nela”, desabafou Thiago.
A farsa, no entanto, teve perna curta. “Tudo caiu por terra quando tive acesso às imagens das câmeras de segurança. Ali eu tive a certeza: ela não foi sequestrada. Ela foi porque quis. Aquilo mudou completamente minha visão sobre o crime”.
Roupas sumidas e contradições

Caso Igor Peretto (Foto: Reprodução/Globo)
Tiago aponta que a conduta de Marcelly após o assassinato reforça a tese de participação direta defendida pela acusação. Ele cita o sumiço de provas fundamentais que estavam em posse da irmã.
“A polícia pediu a roupa que ela usava no momento do crime, que aparece manchada de sangue nas imagens. Essa roupa sumiu; ela não entregou. Ela já deu três ou quatro depoimentos, todos contraditórios”, revelou o vereador. Ele ainda mencionou um áudio onde o executor, Mário, afirma que Marcelly estaria em sérios lençóis caso Thiago descobrisse a verdade sobre o que ela fez no apartamento.
“Até um porco grita”
Para o vereador, a tese de que Marcelly teria sido apenas uma espectadora passiva é matematicamente e humanamente impossível, dada a brutalidade do ataque e o tamanho do imóvel onde Igor foi morto.
“Como você, num apartamento de 50 metros quadrados, não ouve nada? Não ouve pedido de socorro ou grito? O Igor levou 40 perfurações de faca. Até um porco, se você esfaquear, ele grita. Além de não ser um animal, era o nosso irmão, sangue do sangue dela. É impossível você ver uma briga dessas e continuar deitada esperando acabar”, questionou indignado.
O Legado e a Luta contra a Impunidade
Hoje, Tiago Peretto transformou seu luto em uma bandeira política e social na Baixada Santista. Ele tem atuado diretamente no auxílio à captura de outros criminosos, como o assassino de Brenda Bulhões e o suspeito da morte de Dona Sabrina.
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“Nossa legislação é fraca. Precisamos discutir a prisão perpétua. Hoje, eu viro um símbolo dessa luta porque sinto na pele a dor de uma criança — meu sobrinho — que acorda todos os dias pedindo pelo pai. Eu não estou sozinho; tenho milhares de pessoas me apoiando e não vou descansar até que a justiça seja feita”, finaliza o vereador.
Relembre o crime

Câmeras de monitoramento filmaram últimos momentos de Igor Peretto (Foto: Reprodução)
O crime aconteceu em 31 de agosto, no apartamento de Marcelly Peretto. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito pelo assassinato.
Segundo o laudo necroscópico, Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido.
As suspeitas se entregaram e foram presas em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês.
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