As lágrimas e o desespero da mãe do pequeno José Arthur retratam o sofrimento vivido pela família desde o desaparecimento da criança, ocorrido há quase dois meses na Vila Peruana, zona rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará.

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As lágrimas e o desespero da mãe do pequeno José Arthur retratam o sofrimento vivido pela família desde o desaparecimento da criança, ocorrido há quase dois meses na Vila Peruana, zona rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará.

Bebê José Arthur (Foto: Reprodução)

Em entrevista à repórter Rayane Pontes, da TV Correio Parauapebas, a mãe fez um apelo emocionado para que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro do menino procure imediatamente as autoridades.

“Quem puder vai compartilhando vídeo e foto dele nas redes sociais. Quem ver ele, denuncie, pelo amor de Deus. Cada dia mais está sendo difícil. Tudo lembra ele”, disse. A mulher também afirmou que vive uma dor constante sem notícias do filho.

“Eu estou morrendo aos poucos de não saber onde ele está, nem com quem. Já tenho dois meses longe dele”, desabafou.

Nova pista é investigada

Segundo a família, José Arthur desapareceu de forma misteriosa da área da residência onde morava, localizada às margens da BR-155. O advogado da família, Ellison Araújo, revelou que surgiu uma nova informação sobre o possível paradeiro da criança. De acordo com ele, testemunhas relataram ter visto uma mulher com uma criança no colo em outro estado.

“Já acionamos colegas dessa cidade e estamos apurando as informações. Solicitamos imagens de uma prefeitura para verificar se realmente procede”, explicou.

O advogado afirmou ainda que a família pretende buscar apoio da Secretaria de Segurança Pública do Pará caso perceba lentidão nas investigações.

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Suspeitos seguem presos

A Justiça manteve a prisão de dois homens investigados por possível participação no desaparecimento do menino: Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva. As prisões ocorreram após avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público e autorização judicial.

Segundo o delegado responsável pelo caso, os elementos reunidos até o momento apontam indícios considerados robustos de envolvimento dos suspeitos.

“Conseguimos demonstrar que os presos tinham fundada participação nesse sequestro”, afirmou o delegado Vanir.

Força-tarefa continua buscas

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que ainda analisa dados extraídos dos aparelhos eletrônicos apreendidos com os investigados. O caso segue sob sigilo. Desde o desaparecimento da criança, uma grande força-tarefa foi mobilizada envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Defesa Civil, Marinha do Brasil e equipes especializadas vindas de Belém.

As buscas já incluíram varreduras em áreas de mata, rios, imóveis abandonados e propriedades rurais da região, com uso de drones, sonar, cães farejadores e mergulhadores. Mesmo diante do avanço das investigações, a família afirma que segue angustiada à espera de respostas.

“A gente quer saber onde ele está e com quem. Todo dia amanhece com a esperança de uma notícia boa”, declarou a mãe.

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