A morte da bebê Melinda, de apenas dois meses, em Boa Vista (RR), na última segunda-feira (13), teve um desfecho trágico e chocante. A mãe, Renata Pereira dos Santos, de 26 anos, e o pai, Halisson Conceição dos Santos, de 36, foram presos preventivamente suspeitos de homicídio qualificado pela morte da filha. O caso, que gerou grande comoção pública, segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Polícia Civil de Roraima.
A morte da bebê Melinda, de apenas dois meses, em Boa Vista (RR), na última segunda-feira (13), teve um desfecho trágico e chocante. A mãe, Renata Pereira dos Santos, de 26 anos, e o pai, Halisson Conceição dos Santos, de 36, foram presos preventivamente suspeitos de homicídio qualificado pela morte da filha. O caso, que gerou grande comoção pública, segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), da Polícia Civil de Roraima.
De acordo com as autoridades, o corpo de Melinda foi encontrado dentro da casa da família em Boa Vista, após o Samu ser acionado. Os socorristas constataram o óbito ainda no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames apontaram indícios de violência, o que levou os investigadores a tratarem o caso como morte suspeita.
Com base nas perícias e nos depoimentos colhidos, a polícia concluiu que havia sinais de agressão e negligência. As investigações apontaram contradições entre as versões apresentadas por Renata e Halisson sobre o que aconteceu na noite anterior e nas horas que antecederam a morte da bebê. Segundo informações apuradas, a criança apresentava marcas incompatíveis com causas naturais, reforçando a hipótese de violência doméstica.
Responsabilidade direta dos pais
A prisão preventiva do casal foi decretada pela Justiça após a Polícia Civil reunir elementos que indicam responsabilidade direta dos pais. O casal deve responder por homicídio qualificado, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão. Os investigadores ainda aguardam resultados complementares dos laudos toxicológicos e de lesões internas para confirmar a dinâmica da morte e o tipo de agressão sofrida pela vítima.
A DPCA também apura se havia histórico de maus-tratos ou negligência anterior envolvendo a família. Testemunhas e vizinhos foram ouvidos e relataram comportamentos suspeitos e descuido com a bebê. O Conselho Tutelar acompanha o caso e presta apoio psicológico à família extensa.
A repercussão do caso é grande em Roraima, onde manifestações nas redes sociais cobram justiça por Melinda e pedem punição exemplar aos responsáveis. A polícia mantém o inquérito sob sigilo, mas reforça que as provas reunidas até o momento indicam que a morte de Melinda não foi acidental, e que os próprios pais teriam participação direta no crime.
A investigação segue para a fase final e deve ser encaminhada ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia formal à Justiça.
