A professora Jussara, de 62 anos, foi presa nesta semana sob suspeita de assassinar o namorado, um jovem de 21 anos, em circunstâncias que chocaram a cidade. Conhecida agora como a “Viúva Negra”, a idosa pode estar envolvida também na morte de seu ex-marido, ocorrida em janeiro deste ano, segundo acusações feitas por Bruna, filha da vítima.

Caso viúva-negra: ex-marido temia morrer se terminasse o relacionamento (Foto: Arquivo pessoal)
Caso viúva-negra: ex-marido temia morrer se terminasse o relacionamento (Foto: Arquivo pessoal)

A professora de estética, Jussara Luzia Fernandes, de 62 anos, foi presa nesta semana sob suspeita de assassinar o namorado, um jovem de 21 anos, em circunstâncias que chocaram a cidade. de Bebedouro, no interior de São Paulo. Conhecida agora como a “Viúva Negra”, a idosa pode estar envolvida também na morte de seu ex-marido, ocorrida em janeiro deste ano, segundo acusações feitas por Bruna, filha da vítima, durante o programa Alô Você.

O caso do ex-marido, que até então era tratado como um afogamento acidental, voltou a ser investigado após a nova prisão de Jussara. Em janeiro, o homem foi encontrado morto na piscina da residência do casal, e o laudo pericial apontou afogamento como causa da morte.


Contudo, a filha da vítima, Bruna, afirma que o pai pode ter sido sedado antes de morrer e que a madrasta apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido.

Bruna contou que foi notificada da morte por Jussara por meio de uma ligação e uma mensagem de WhatsApp. “Fiquei desconfiada desde o início. Ela sempre mentia e fazia de tudo para dificultar meu contato com meu pai”, relatou.

Versões conflitantes e comportamento suspeito

De acordo com o relato, ao chegar à casa do pai, Bruna encontrou policiais no local e recebeu a confirmação do falecimento pela tia. Enquanto isso, Jussara prestava depoimento na delegacia, mas  mudou diversas vezes sua versão sobre como encontrou o corpo.

Um dos pontos levantados pela filha é a incoerência no relato da madrasta, que disse ter descoberto o corpo apenas ao abrir a casinha do cachorro, sem ter notado nada na piscina anteriormente. “É impossível não ver o corpo ali”, afirmou Bruna.

Outro detalhe chamou atenção dos familiares: Jussara teria saído de casa às 6h da manhã de domingo, retornando cerca de três horas depois, comportamento considerado estranho, já que o marido costumava trabalhar cedo aos domingos.

Sinais de envenenamento ou sedação

Para Bruna, o pai não morreu por acidente. Ela acredita que ele foi dopado antes do afogamento. Testemunhas relataram que, no dia anterior à morte, o homem apresentava sintomas graves: vômitos, confusão mental, desorientação e fraqueza extrema.

“Ele estava mal havia uma semana, mas no sábado estava péssimo. Falava coisas sem sentido”, contou a filha.

A principal hipótese levantada por ela é que o crime tenha ocorrido durante a madrugada, e que Jussara teria deixado a casa propositalmente pela manhã para construir um álibi, retornando apenas depois para “descobrir” o corpo.

Nova prisão reacende o caso

Com a prisão de Jussara pelo assassinato do namorado, o caso do ex-marido ganha novo fôlego nas investigações. As autoridades devem agora reabrir o inquérito para verificar se há conexão entre as duas mortes e se a professora pode ter seguido o mesmo modus operandi.

Enquanto isso, Bruna afirma que busca justiça para o pai. “Eu sempre soube que tinha algo errado. Agora, com tudo o que aconteceu, espero que a verdade venha à tona”, declarou.

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