Casos recentes de hantavirose registrados no Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul reacenderam o alerta sobre a doença no Brasil. O cenário ganhou atenção após um surto da variante andina do vírus em um cruzeiro internacional. A hantavirose é transmitida principalmente por roedores silvestres e pode causar complicações respiratórias graves.

Hantavírus (Foto: Reprodução)
Hantavírus (Foto: Reprodução)

O aumento de casos de hantavirose no Brasil voltou a acender o alerta das autoridades de saúde após confirmações recentes no Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além do surto registrado no cruzeiro MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde.

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Hantavírus (Foto: Reprodução)

Segundo os dados divulgados, o Rio Grande do Sul registrou:

  • 8 casos em 2025;
  • 7 casos em 2024;
  • 6 casos em 2023;
  • 9 casos em 2022;
  • 3 casos em 2021;
  • 1 caso em 2020.

Recentemente, o Paraná confirmou dois casos da doença, enquanto Minas Gerais registrou a primeira morte por hantavirose neste ano. Já no Rio Grande do Sul, duas contaminações foram confirmadas até esta segunda-feira (11), sendo uma delas com óbito.

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As autoridades reforçam, porém, que os casos registrados no Brasil não possuem relação com o surto identificado no cruzeiro internacional.

O que é a hantavirose

A hantavirose é uma doença transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes, saliva ou mordidas de roedores silvestres contaminados pelo hantavírus.

No Brasil, a doença pode provocar a chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus, que começa com sintomas como febre, dores musculares, dor de cabeça, náusea e dor lombar.

Em casos mais graves, o quadro pode evoluir rapidamente para:

  • falta de ar;
  • tosse seca;
  • taquicardia;
  • hipotensão;
  • choque circulatório.

As autoridades sanitárias destacam que ratos urbanos, como ratazanas e camundongos comuns das cidades, não transmitem a doença no Brasil.

Prevenção exige cuidado em áreas rurais e locais fechados

Especialistas alertam que pessoas expostas a atividades agrícolas, pescarias, trilhas ou limpeza de galpões e ambientes fechados devem redobrar os cuidados.

A recomendação é utilizar máscaras, luvas e produtos desinfetantes durante a limpeza de locais abandonados ou com sinais de presença de roedores, evitando varrer ou levantar poeira, o que pode facilitar a inalação de partículas contaminadas.

OMS investiga transmissão em cruzeiro

O surto no navio MV Hondius foi confirmado pela Organização Mundial da Saúde após passageiros apresentarem sintomas durante a viagem iniciada em Ushuaia, na Argentina.

Segundo as investigações, a transmissão no cruzeiro pode ter ocorrido de pessoa para pessoa, situação considerada rara e associada à variante andina do hantavírus.

A embarcação pertence à empresa Oceanwide Expeditions e fazia um roteiro pelo Oceano Atlântico com paradas em ilhas remotas.

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