O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou na tarde dessa terça-feira (28) que solicitou ao governo federal vagas em presídios federais para dez presos apontados como os de maior periculosidade vinculados à facção Comando Vermelho (CV).

Reprodução/TV Globo
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou na tarde dessa terça-feira (28) que solicitou ao governo federal vagas em presídios federais para dez presos apontados como os de maior periculosidade vinculados à facção Comando Vermelho (CV). O pedido foi feito em meio a uma série de motins, barricadas e violência nas comunidades do estado.

Pedido relacionado a violência na operação

Segundo Castro, os detentos listados foram responsáveis pelas represálias registradas no dia durante a operação nos complexos da Penha e do Alemão – na qual caminhões e ônibus foram roubados e usados para bloqueios de vias. O anúncio foi exibido em vídeo e reforça a estratégia de transferência como medida de segurança pública.

Lista dos dez presos mais perigosos

A relação inclui nomes como Wagner Teixeira Carlos (Waguinho de Cabo Frio), Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha), Arnaldo da Silva Dias (Naldinho), Alexander de Jesus Carlos (Choque), Leonardo Farinazzo Pampuri (Léo Barrão), Marco Antônio Pereira Firmino (My Thor), Fabrício de Melo de Jesus (Bicinho), Carlos Vinícius Lirio da Silva (Cabeça do Sabão) e Eliezer Miranda Joaquim (Criam). My Thor é apontado como um dos traficantes mais antigos em atividade no estado, com ascensão da facção na década de 1990.

Relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) indicam que alguns pedidos de transferência desses nomes já haviam sido feitos em 2024, mas haviam sido indeferidos.

Modelo de segurança com “integração e diálogo”

Castro afirmou que a medida demonstra a forma de trabalho de sua gestão:

“Eu tomei a decisão, acreditando que política de segurança pública se faz com diálogo e integração”, disse.

Segundo ele, o Rio de Janeiro atuou sozinho no combate à facção, já que pedidos de apoio das Forças Armadas foram negados.

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