O ator Juliano Cazarré concedeu entrevista a podcast nesta terça-feira (28) e abriu o jogo com detalhes sobre o curso de masculinidade que pretende lançar ainda em 2026.
O ator Juliano Cazarré abriu o jogo nesta terça-feira (28) e contou detalhes sobre um curso voltado ao público masculino que pretende lançar em julho de 2026.

Juliano Cazarré concedeu entrevista (Foto: Reprodução / Inteligência Ltda)
Apesar de ter recebido uma enxurrada de críticas, o artista voltou a afirmar que o evento se trata de uma medida positiva para ‘melhorar’ o comportamento dos homens da atualidade e a sociedade de modo geral.
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Cazarré fala sobre curso de masculinidade
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, com o apresentador Vilela e a jornalista Fernanda Comora, Cazarré aproveitou o espaço para contar detalhes do evento que organiza para acontecer em um teatro de São Paulo, no início do próximo semestre, sobre assuntos voltados aos homens.
“É um evento só pra falar coisa boa, inspirar as pessoas a serem pessoas melhores, mas eles [críticos do ator] tem uma má vontade comigo, ‘vamo calar o Cazarré, ele não pode falar nada’, é um desespero”, rechaçou o ator.
Postura masculina ideal
Cazarré se defendeu ao debater o evento, alertando que a expectativa é estimular e instruir homens, com a presença de especialistas, sobre tópicos que o público atualmente possa apresentar deficiências ou desconhecimento, em áreas como saúde, política e religião.
Mesmo assim, negou que o curso se enquadre no discurso ‘red pill’, termo contemporâneo utilizado para classificar homens que descrevem comunidades que afirmam revelar “a realidade” sobre relações sociais e de gênero, muitas vezes com foco em comportamento masculino e críticas ao feminismo.
“Esse é o tipo de coisa que eu falo que ‘o cara não é homem’, ele ter um filho doente e abandona o filho com a mulher (…) Esse tipo de hombridade, esse tipo de honra que o homem tem que retomar, não estou querendo que a gente volte a ser o homem das cavernas, todo mundo cuspindo no chão e coçando o saco, que é o que eles querem fazer aparecer. Muito menos uma coisa red pill. Eu sou um homem casado, tenho seis filhos, eu acredito na força do matrimônio”, reiterou Cazarré.
Críticas sobre uma ‘geração de homens fracos’
O ator ainda fez críticas ao cenário atual, onde revelou enxergar que os homens estão sendo expostos a estímulos contínuos que o tornam fracos, como pornografia, casas de apostas, masturbação e consumo excessivo de álcool.
“Se você tem uma geração de homens fracos, viciado em tigrinho, pornografia, masturbação, álcool, vive de auxílio do estado, esse cara vai criar crianças fracas que vão ser dependentes do estado. Esse tipo de homem fraco é o que traz os índices de violência no Brasil. (…) A gente precisa levantar homens corajosos e honrados, trazer um pouco de brio, honra, é o cara falar que está lá e está. Pontualidade, coisas básicas que a gente está perdendo. Civilidade. A gente tem que retomar isso”, concluiu.
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