Família realizou um chá revelação simbólico durante o velório de grávida morta a tiros no Rio. O bebê também morreu após tentativa de parto de emergência. Caso é investigado como possível execução por engano.

Chá revelação é realizado em velório de casal morto por facções no RJ

O que seria um momento de celebração se transformou em despedida. Familiares e amigos realizaram um chá revelação simbólico durante o velório de Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, e do bebê que ela esperava, morto ainda na barriga após um ataque a tiros no Rio de Janeiro. O companheiro dela, Igor Dante Santos, de 29 anos, também foi assassinado.

Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, estava grávida de 6 meses e morreu após ser baleada por criminosos no Terreirão — Foto: Reprodução

Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, estava grávida de 6 meses e morreu após ser baleada por criminosos no Terreirão — Foto: Reprodução

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Homenagem marcada por dor

Vestidos de branco, parentes e amigos se reuniram para o último adeus em meio a forte comoção. Durante a cerimônia, o chá revelação que não pôde acontecer em vida foi realizado de forma simbólica, como uma homenagem ao bebê Matheus.

A cena emocionou os presentes, já que a família se preparava justamente para celebrar a chegada do primeiro filho do casal.

Ataque interrompeu planos

O crime aconteceu na quarta-feira (30), na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Segundo a polícia, o casal foi surpreendido por criminosos enquanto buscava itens para o próprio chá revelação.

Igor morreu no local. Ariane, grávida de seis meses, foi atingida por cinco tiros, chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Médicos ainda tentaram um parto de emergência, mas o bebê também morreu.

Sepultamento conjunto

Os três foram enterrados na mesma cerimônia. O bebê foi sepultado nos braços da mãe, no mesmo caixão, em uma despedida que comoveu todos os presentes.

Investigação aponta possível engano

A Polícia Civil investiga o caso. A principal linha de apuração indica que traficantes do Comando Vermelho invadiram a região, que é alvo de disputa com milicianos, e que Igor pode ter sido confundido com um integrante de grupo criminoso.

Familiares negam qualquer envolvimento do casal com o crime e acreditam que eles foram vítimas de um erro.

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