O ministro Mauro Vieira afirmou que a conversa entre Lula e Trump, para tratar do “tarifaço”, deve ocorrer por telefone devido à agenda cheia dos presidentes. A afirmação vem após Trump, em discurso na ONU, dizer que se encontraria com Lula. Apesar das tensões, os líderes se cumprimentaram na assembleia, indicando uma possível reaproximação.

Chanceler brasileiro afirma que conversa entre Lula e Trump será por 'telefone' (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Chanceler brasileiro afirma que conversa entre Lula e Trump será por 'telefone' (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Horas depois de Donald Trump afirmar durante seu discurso na 80ª Assembleia-Geral da ONU que irá se reunir em breve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse na tarde desta terça-feira (23) que essa conversa entre os líderes deve acontecer por telefone.

“O presidente Lula está sempre pronto para conversar com qualquer chefe de Estado que seja do interesse do Brasil e, neste caso, isso pode acontecer também por um telefonema ou videoconferência porque, infelizmente, o presidente está muito ocupado, tem uma agenda muito cheia. Talvez não seja possível se encontrar pessoalmente, mas eles encontrarão uma forma”, disse Vieira.

De qualquer forma, o chanceler brasileiro afirmou que, se houver oportunidade e a agenda dos dois presidentes coincidir, poderá sim acontecer um encontro presencial entre eles. No entanto, devido aos muitos compromissos já marcados e à urgência da conversa, ela deve acontecer por telefone ou videoconferência.

Reaproximação

De acordo com o próprio presidente norte-americano, os dois líderes se viram entre seus discursos, trocaram olhares e chegaram a se abraçar rapidamente. O presidente americano também comentou que Lula “pareceu um homem muito agradável” durante o breve contato.

O episódio ocorreu em meio à sequência de discursos na Assembleia-Geral da ONU, quando o Brasil e os Estados Unidos têm mantido diálogos estratégicos e tensões diplomáticas recentes. A aproximação relâmpago entre os presidentes, embora curta, indica disposição para diálogo e coordenação futura entre os dois países.

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