A Justiça de Santa Catarina condenou a Chapecoense a indenizar a família do jornalista Giovani Klein Victoria, morto na queda do avião que transportava a delegação do clube em 2016.

Foto: Reprodução.
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A Justiça de Santa Catarina condenou a Chapecoense a indenizar a família do jornalista Giovani Klein Victoria, morto na queda do avião que transportava a delegação do clube em 2016.

Queda do voo da Chapecoense deixou 71 mortos em 2016. Foto: Reprodução.

A decisão prevê o pagamento de R$ 150 mil, com juros e correção, para cada um dos familiares da vítima.

Responsabilidade do clube

Segundo a decisão da 2ª Vara Cível de Santa Catarina, a Chapecoense teve responsabilidade ao contratar a empresa aérea.

O entendimento é de que o clube assumiu o risco ao optar por uma companhia mais barata, mesmo havendo alternativas consideradas mais seguras.

Além disso, a conduta da LaMia foi classificada como próxima ao dolo, devido às irregularidades na operação do voo.

Argumento rejeitado

A defesa da Chapecoense alegou que o jornalista viajava como convidado, em regime de cortesia, o que afastaria a responsabilidade do clube. A tese, no entanto, foi rejeitada pela Justiça.

Quase dez anos após a tragédia, o acidente segue gerando processos judiciais.

Investigações apontaram falhas graves, como:

  • falta de combustível
  • irregularidades no plano de voo
  • problemas na operação da LaMia

Familiares das vítimas continuam buscando reparações.

Relembre o caso

O acidente aconteceu no dia 29 de novembro de 2016, quando o voo 2933 da LaMia caiu próximo a Medellín, na Colômbia.

Ao todo, 71 das 77 pessoas a bordo morreram, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas. A equipe viajava para disputar a final da Copa Sul-Americana.

A tragédia da Chapecoense é considerada uma das maiores do futebol mundial.

O clube recebeu o título simbólico da Copa Sul-Americana de 2016 e passou por um processo de reconstrução nos anos seguintes.

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