A China decidiu aumentar em 13% o preço das camisinhas como parte de um pacote de ações para tentar conter a queda da população. A iniciativa, anunciada por autoridades ligadas ao planejamento familiar, busca reduzir o uso do preservativo e, assim, elevar o número de gestações nos próximos anos.

País enfrenta envelhecimento populacional e adota medidas incomuns para estimular crescimento demográfico. Foto: Freepik.
País enfrenta envelhecimento populacional e adota medidas incomuns para estimular crescimento demográfico. Foto: Freepik.

A China decidiu aumentar em 13% o preço das camisinhas como parte de um pacote de ações para tentar conter a queda da população. A iniciativa, anunciada por autoridades ligadas ao planejamento familiar, busca reduzir o uso do preservativo e, assim, elevar o número de gestações nos próximos anos.

Especialistas apontam que o país vive uma crise demográfica. Há pelo menos uma década, o número de nascimentos cai ano a ano, enquanto a população idosa cresce rapidamente. Isso provoca preocupação no governo, que vê risco para a economia, para o mercado de trabalho e para a sustentabilidade dos sistemas de previdência e saúde.

O aumento no preço dos preservativos se soma a outras medidas adotadas pelo governo chinês, como incentivos financeiros para famílias com dois ou três filhos, ampliação de licenças de maternidade e estímulo à construção de creches públicas. Porém, até agora, as ações não foram suficientes para mudar o cenário: muitos casais seguem adiando ou desistindo da ideia de ter filhos.

Entre os motivos mais citados para a baixa natalidade estão o alto custo de vida nos grandes centros urbanos, longas jornadas de trabalho, dificuldade de acesso à educação infantil e falta de políticas de apoio às mulheres no mercado de trabalho. Pesquisadores lembram que essas questões pesam mais que o uso de métodos contraceptivos na decisão de formar uma família.

Economistas afirmam que embora o aumento de preços das camisinhas seja uma medida incomum, ela revela a urgência do governo em reverter a tendência de envelhecimento e queda populacional. Ainda não há previsão de quando os efeitos serão sentidos, e o debate agora gira em torno de até que ponto ações dessa natureza podem realmente influenciar a decisão dos casais.

 

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