China e Rússia se pronunciaram nesta quinta-feira (02) e aumentaram as tensões globais ao comentarem o conflito armado iniciado por Estados Unidos e Israel, após sequência de ataques contra o Irã, no final de fevereiro.
China e Rússia se pronunciaram nesta quinta-feira (2) e aumentaram as tensões globais ao comentarem o conflito armado no Oriente Médio, que se iniciou no dia 28 de fevereiro, após uma sequência de ataques orquestrados contra o Irã.
Em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Pequim acusou o país norte-americano e Israel de terem provocado o fechamento do Estreito de Ormuz, que acarretou em problemas de abastecimento mundial de petróleo e combustíveis.
“A raiz do problema das interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Somente por meio de um cessar-fogo e da conquista de paz e estabilidade na região do Golfo é que a segurança e o funcionamento fluido das rotas marítimas internacionais podem ser garantidos de forma fundamental”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Mao Ning.
Durante a semana, Trump afirmou que não se envolveria na reabertura de Ormuz porque “os Estados Unidos praticamente não precisam” do petróleo comercializado na região, sugerindo que cada país negocie individualmente com o Irã, ou se envolva no conflito armado para normalizar o comércio da região.
Rússia pode entrar na guerra
Por outro lado, o governo de Moscou deu tons ainda mais ameaçadores no discurso do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, realçando inclusive a disponibilidade do país para se envolver no conflito, como oposição ao país norte-americano.
“Se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar nossa contribuição para que a situação militar transite para um caminho pacífico o mais rápido possível”, disse Peskov.
China quer encerrar conflito
Em seu discurso, Ning reiterou que atuações armadas não resolverão os problemas na região.
“Meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema, e a escalada dos conflitos não está no interesse de nenhuma das partes. Mais uma vez, pedimos às partes envolvidas para cessar imediatamente as operações militares e iniciar o processo de negociações de paz o mais rápido possível”, disse a porta-voz da China.
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