Conhecido como “Chucky” por sua semelhança com o personagem de terror, Marcelo de Jesus Silva foi um dos criminosos mais temidos da Bahia. Aliado do traficante “Jão”, participou de grupos de extermínio e de mais de 20 homicídios. Após anos de fugas e crimes, foi morto em 2010, com sinais de tortura, por traficantes rivais em Salvador.

‘Chucky’, o mais temido criminoso baiano de 1,28m, acumula mais de 20 mortes

Conhecido como “Chucky” por sua baixa estatura de 1,28 metro e pela semelhança com o personagem do filme Brinquedo Assassino, Marcelo de Jesus Silva se tornou uma das figuras mais temidas do submundo do crime na Bahia. Seu histórico violento e sua ligação com grupos de extermínio e tráfico de drogas marcaram profundamente as páginas policiais do estado.

Marcelo integrava um grupo de extermínio comandado pelo traficante João Teixeira Leal, o “Jão”, figura de destaque no tráfico da região de Pirajá, em Salvador. Considerado um dos principais aliados do chefe, “Chucky” era apontado pela polícia como envolvido em mais de 20 homicídios, além de crimes relacionados ao tráfico, roubos e execuções.

Entre os crimes mais conhecidos do criminoso está o triplo homicídio ocorrido em 2006, no bairro de Alto do Cabrito, em Salvador. As vítimas — Junê Péricles dos Santos Santana, Igor Leonardo Cruz da Silva e Joílson dos Santos Santana — eram ligadas ao tráfico. A brutalidade do caso consolidou a reputação violenta do grupo liderado por Jão.

Em março de 2007, o Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio (Gerce) prendeu os sete integrantes do grupo após denúncias e relatos de familiares das vítimas. Apesar disso, Marcelo ganhou notoriedade também por suas fugas cinematográficas: em uma delas, chegou a se esconder dentro da estrutura de um telefone público para escapar da polícia; em outra, foi carregado nos ombros de um comparsa para conseguir disparar uma metralhadora.

Relatos de operações policiais revelam até certo espanto dos agentes diante de sua habilidade em escapar. Em uma ocasião, após perceberem que o suspeito havia fugido, um policial comentou: “só um anão passou”, ao que outro respondeu: “o anão era o cara!”.

O destino de “Chucky” foi tão violento quanto sua trajetória. Em 3 de dezembro de 2010, ele foi assassinado por traficantes rivais na região da Lagoa da Paixão, em Salvador. O corpo apresentava sinais de tortura — com os braços decepados, o rosto desfigurado e pendurado de cabeça para baixo em um contêiner de lixo. A polícia acredita que o crime tenha ocorrido como represália por roubos cometidos por ele na área.

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