Meteorologistas alertam para a formação de um ciclone extratropical que deve atingir parte do Sul e do Sudeste do Brasil nos próximos dias. O fenômeno se forma no Rio Grande do Sul em 8 de dezembro e chega a Minas Gerais no dia 9, provocando áreas de instabilidade e aumento das chuvas. Apesar do nome, especialistas afirmam que o ciclone é comum nesta época do ano e não deve causar danos severos. O Inmet prevê chuvas acima da média em dezembro e possibilidade de formação da ZCAS, que mantém períodos prolongados de precipitação.
Meteorologistas alertam para a formação de um ciclone extratropical que deve atingir o Sul e parte do Sudeste do Brasil nos próximos dias. O fenômeno se formará inicialmente no Rio Grande do Sul, no dia 8 de dezembro, e deve avançar em direção ao oceano, influenciando o clima em estados vizinhos, incluindo Minas Gerais.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone chegará de forma mais efetiva ao território mineiro na terça-feira (9).
Apesar do nome causar apreensão, especialistas afirmam que o fenômeno não deve provocar impactos graves. “O nome é associado a coisas muito graves, mas é um fenômeno comum nesta época do ano no Sul e no Sudeste do Brasil”, explica o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Inmet. Segundo ele, o ciclone deve se deslocar para o oceano e organizar uma área de instabilidade que influencia todo o estado mineiro.
O Inmet explica que ciclones são áreas de baixa pressão atmosférica que formam nuvens carregadas devido à circulação de ventos e à umidade concentrada. No Hemisfério Sul, esses ventos giram no sentido horário. O que se aproxima do Brasil é classificado como ciclone extratropical, o tipo mais comum no país.
Chuvas acima da média em dezembro
A previsão para dezembro em Minas Gerais é de chuva e temperaturas variando de normal a acima da média. Em Belo Horizonte, a média histórica do mês é de 339,1 milímetros, mas a estimativa é de um volume ainda maior neste ano. A Defesa Civil prevê chuva em pelo menos 17 dias do mês. Somente nos primeiros dias de dezembro, bairros da Região Oeste já registraram mais de 40 mm, cerca de 11,9% do esperado para todo o período.
Neste período, a combinação de umidade elevada, calor e circulação de ventos favorece pancadas típicas da tarde e da noite. Além disso, a formação de canais de umidade vindos da Amazônia e o encontro com frentes frias podem estabelecer a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável por episódios prolongados de chuva na região.