Foi concluída nesta quinta-feira (25) a cirurgia de Jair Bolsonaro para tratar uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento durou cerca de 3h30 e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Após perícia médica, o ex-presidente foi transferido da PF para um hospital em Brasília. Médicos também avaliaram o bloqueio do nervo frênico para tratar soluços persistentes.
Terminou na tarde desta quinta-feira (25) a cirurgia realizada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o tratamento de uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento durou cerca de três horas e meia e foi realizado no Hospital DF Star, em Brasília.
A intervenção médica foi solicitada pela defesa e autorizada na terça-feira (23) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado por tentativa de golpe e está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), na capital federal.
Após a realização de uma perícia médica, foi constatada a necessidade da cirurgia. Diante do laudo, o ex-presidente foi transferido da PF para o hospital na quarta-feira (24), onde permaneceu internado para a realização do procedimento cirúrgico.
Além da hérnia inguinal bilateral, os peritos também analisaram as crises recorrentes de soluço relatadas por Bolsonaro, uma das principais queixas de saúde do ex-presidente. Segundo avaliação médica, o bloqueio do nervo frênico é uma medida tecnicamente adequada e deve ser realizado o quanto antes.
A hérnia inguinal ocorre quando tecidos do interior do abdômen atravessam um ponto frágil da musculatura abdominal, formando um abaulamento na região da virilha. Quando se manifesta dos dois lados do corpo, recebe o nome de hérnia inguinal bilateral, podendo causar dor, inchaço e desconforto, especialmente durante esforços físicos, tosse ou longos períodos em pé.
Já o bloqueio do nervo frênico é um procedimento feito com anestesia local, geralmente guiado por ultrassom, que reduz temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma. A técnica é indicada em casos de soluços persistentes que não respondem aos tratamentos convencionais e causam impacto clínico relevante ao paciente.
