A clínica do ex-BBB Marcos Harter em Sorriso (MT) foi denunciada por uma paciente por lesão corporal e condições insalubres após um implante de silicone. A vítima alega ter contraído infecção, enfrentado descaso no pós-operatório e sido coagida a assinar um termo de isenção de responsabilidade para receber reembolso.
A clínica do médico Marcos Harter, que ganhou notoriedade nacional após participar do BBB 17, está no centro de uma denúncia de lesão corporal e possíveis fraudes após uma cirurgia plástica realizada em Sorriso, no interior de Mato Grosso. A vítima registrou o boletim de ocorrência nesta sexta-feira (13).
A paciente, que reside em Vilhena (RO), viajou até o MT para realizar um implante de silicone. Segundo o relato à Polícia Civil, todo o pré-operatório foi feito de forma online com outra profissional da clínica. A mulher relatou estranheza com as regras da unidade, como a proibição do uso de celular e de acompanhantes durante as consultas.
A vítima afirmou que o contato com Harter ocorreu apenas instantes antes da cirurgia, em uma conversa coletiva rápida e sessão de fotos com outras pacientes. Devido à dinâmica, ela declarou não saber confirmar se o ex-BBB foi, de fato, o responsável pela operação.
Após o procedimento, a paciente foi encaminhada para uma casa de apoio destinada a pacientes da clínica. No local, ela denunciou condições degradantes e insalubres, incluindo acúmulo de lixo e banheiros com fezes e vômito. O casal tentou acionar a equipe da clínica para relatar o cenário, mas não obteve retorno imediato.
Clínica teria negado auxílio
Nos dias seguintes, a paciente desenvolveu uma infecção grave e precisou retirar as próteses com urgência, recorrendo a outro cirurgião e arcando com novos custos hospitalares.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao tentar o reembolso dos valores pagos, a clínica teria condicionado a devolução do dinheiro à assinatura de um contrato que isentava o estabelecimento de qualquer responsabilidade. A mulher afirma que, abalada psicologicamente, sentiu-se coagida a assinar o documento pelo médico responsável. O caso segue sob investigação das autoridades do Mato Grosso.
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