Uma clínica de massoterapia na Asa Norte, no Distrito Federal, passou a chamar a atenção após anunciar serviços “extras” por um valor adicional, entre eles a chamada “xerecada da alegria”.

De acordo com uma investigação do portal Metrópoles, o local é anunciado como um refúgio de bem-estar, oferecendo serviços de massagem e acolhimento. O anúncio destaca o “ambiente reservado”, “toalhas higienizadas” e “atendimento profissional”. No entanto, por um valor a mais, é possível obter serviços sexuais, descritos de forma eufemística na divulgação.

Clínica terapêutica oferece ‘xerecada da alegria’ a clientes; entenda o caso (Foto: Freepik)
Clínica terapêutica oferece ‘xerecada da alegria’ a clientes; entenda o caso (Foto: Freepik)

Uma clínica de massoterapia na Asa Norte, no Distrito Federal, passou a chamar a atenção após anunciar serviços “extras” por um valor adicional, entre eles a chamada “xerecada da alegria”.

De acordo com uma investigação do portal Metrópoles, o local é anunciado como um refúgio de bem-estar, oferecendo serviços de massagem e acolhimento. O anúncio destaca o “ambiente reservado”, “toalhas higienizadas” e “atendimento profissional”. No entanto, por um valor a mais, é possível obter serviços sexuais, descritos de forma eufemística na divulgação.

O estabelecimento funciona como fachada para encontros rápidos, as chamadas “rapidinhas”, geralmente realizadas na hora do almoço ou no fim do expediente, atraindo uma clientela da Esplanada dos Ministérios.

A casa de massagem investe pesado em uma aparência de decência: pelo WhatsApp, o estabelecimento garante entrada discreta e salas privativas. A logística de acesso, detalhada passo a passo, é o primeiro indício da natureza sigilosa do negócio.

A descrição do acesso é o ponto forte da casa, que orienta seus clientes a usarem uma escada lateral do prédio ou a portaria dos fundos, com entrada mediante uso de interfone.

“Final feliz”

O serviço extra é cobrado à parte. “Olha, são R$ 250 pela massagem e o relax final”, explica a gerente, apontando para um QR Code fixado na parede.

O cartaz de cobrança é a prova mais evidente do artifício: o valor está discriminado em R$ 170 pela suposta ‘terapia’ e um adicional de R$ 80 pelo “aditivo especial”, a explicitamente nomeada ‘xerecada da alegria’.

Desfile das “terapeutas”

Na sala de espera, o cliente é apresentado ao “elenco”. As jovens, apresentadas como “terapeutas”, desfilam individualmente, cada uma com seu nome de guerra e estilo próprio.

Após a apresentação, a gerente retorna para perguntar qual terapeuta foi a escolhida. Alegando “agenda apertada”, a reportagem deixou o local sem participar da sessão “terapêutica”.

Apesar da prática não ser considerada ilegal, especialistas alertam que a utilização do termo “terapeuta” por estabelecimentos com fins sexuais pode ser considerada uma apropriação indevida que descredibiliza profissionais sérios. A massoterapia e outras terapias exigem formação, ética e conhecimento técnico para auxiliar a saúde física ou psicológica das pessoas.

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