Um homem de nacionalidade colombiana foi preso em Pacatuba, no Ceará, após fazer o próprio filho bebê de refém dentro de casa. A ação mobilizou o Bope e terminou com a rendição do suspeito após negociações bem-sucedidas. O agressor, que já tem passagens por violência doméstica, foi autuado em flagrante enquanto a criança foi entregue em segurança às autoridades.
Uma operação coordenada entre as polícias Civil e Militar de Fortaleza resultou, na tarde da última segunda-feira (16), no resgate de um bebê que era mantido em cárcere privado pelo próprio pai. O incidente ocorreu no bairro Centro, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. O suspeito, um cidadão colombiano de 34 anos, rendeu-se após um período de negociação com as equipes de segurança que cercaram o imóvel.
O resgate da criança
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o cerco policial foi montado assim que as autoridades tomaram conhecimento da situação de risco. Imagens colhidas durante a ação mostram o momento em que um policial militar recebe a criança nos braços e a retira rapidamente da zona de perigo. Logo após a entrega do bebê, agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizaram a entrada tática na residência para efetuar a prisão do homem.
Assista o vídeo:
Histórico criminal
Após a captura, o homem foi conduzido a uma unidade da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Durante a verificação de antecedentes, constatou-se que o estrangeiro já possui registros criminais anteriores no Brasil, respondendo pelos crimes de lesão corporal e ameaça, ambos enquadrados no contexto de violência doméstica.
O caso segue agora para a fase de inquérito, onde serão ouvidas testemunhas e familiares para entender a situação do cárcere privado.
Até o fechamento desta matéria, as autoridades não detalharam a motivação que levou o pai a manter o filho como refém, nem se ele utilizava algum tipo de armamento para intimidar as os agentes policias.
A integridade física do bebê foi preservada durante toda a intervenção, enquanto o suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário cearense enquanto a criança recebe o acompanhamento necessário dos órgãos de proteção aos direitos da infância.
