A Ilha da Queimada Grande, famosa por abrigar milhares de serpentes venenosas, também carrega um histórico sombrio de naufrágios e mortes no mar. Foi nesse cenário que uma família desapareceu no último sábado (23), após sair para um passeio de lancha no litoral norte de São Paulo.
A Ilha da Queimada Grande, famosa por abrigar milhares de serpentes venenosas, também carrega um histórico sombrio de naufrágios e mortes no mar. Foi nesse cenário que uma família desapareceu no último sábado (23), após sair para um passeio de lancha no litoral norte de São Paulo.
O local paradisíaco integra uma unidade de conservação federal, administrada pelo ICMBio, e abriga uma rica biodiversidade com insetos, lagartos, aranhas e aves marinhas, como o atobá. Mas o que realmente marca a ilha é a impressionante população de jararacas-ilhoas, estimada entre 2.000 e 4.000 exemplares, nomeada a maior densidade de uma única espécie de serpente no mundo, com cerca de 55 cobras por hectare.
Ilha de naufrágios
A ilha é rodeada por destroços de embarcações. O vapor Rio Negro naufragou em 1893 após colidir com a costa em meio à cerração. Quarenta anos depois, em 1933, o vapor Tocantins encalhou e foi destruído pelas ondas a poucos metros dali. Já em 1943, o vapor Araponga afundou após se chocar com um cargueiro.
Mais recentemente, em 2019, um barco de pesca virou durante uma tempestade. Seis homens estavam a bordo: quatro sobreviveram após nadar até a ilha e passar três dias se alimentando de bananas verdes e água da chuva, enquanto dois morreram.
O desaparecimento
No último fim de semana, Bruno Silva Dias, seu pai Lucídio Francisco Dias e sua mãe Maria Aparecida da Silva Dias partiram de Ilhabela rumo a São Sebastião em uma lancha, mas nunca chegaram ao destino.
Equipes do GBMar, Marinha e Força Aérea realizam buscas na região. Até o momento, apenas o corpo de Maria Aparecida foi encontrado, na Barra do Sahy.
As autoridades seguem investigando o desaparecimento e tentam localizar os demais ocupantes da embarcação.