Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, está internada em estado gravíssimo no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo após suspeita de intoxicação por metanol. A jovem consumiu um drinque de vodca em um bar no domingo (28) e apresentou sintomas no dia seguinte, sendo entubada e submetida a hemodiálise.
A Prefeitura da cidade registrou quatro ocorrências ligadas à substância: três mortes em investigação e a internação de Bruna.
O governo paulista já confirmou um óbito, apura outros quatro e contabiliza 22 casos suspeitos ou confirmados. Operações apreenderam 50 mil garrafas adulteradas e 15 milhões de selos falsificados.
A Polícia Federal investiga a origem do metanol, que pode estar sendo distribuído em outros estados.
Bruna Araújo de Souza (foto em destaque), de 30 anos, permanece internada em estado gravíssimo no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, após ingerir um drinque de vodca com suco de pêssego no último domingo (28).
A suspeita é de intoxicação por metanol. Transferida de uma UPA para o hospital na segunda (29), a jovem está entubada e passou por sessões de hemodiálise.
Segundo familiares, Bruna recebeu medicação considerada antídoto contra o metanol, mas o quadro clínico segue grave e com comprometimento da visão. O namorado da vítima também precisou de atendimento em outra unidade de saúde.
Como foi a intoxicação
A jovem esteve em um bar da cidade para assistir a um show de pagode e apresentou sintomas apenas no dia seguinte, como náuseas, vômitos e visão turva.

Metanol (redes sociais)
Casos em investigação
De acordo com a Prefeitura de São Bernardo (SP), a Vigilância Epidemiológica recebeu quatro notificações de suspeita de contaminação por metanol: três mortes, ainda em análise pelo IML, e mais a internação de Bruna.
Governo confirma morte
O governo de São Paulo confirmou uma morte causada por bebida adulterada e investiga outras quatro.
Até agora, são 22 ocorrências relacionadas ao metanol: cinco confirmadas e 17 em apuração.
Diante da situação, um gabinete de crise foi instalado, sendo que bares e comércios suspeitos de vender bebidas adulteradas foram interditados.
Ações de fiscalização
Operações recentes apreenderam 50 mil garrafas de bebidas suspeitas e 15 milhões de selos falsificados. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou o problema como estrutural e defendeu maior fiscalização contra a comercialização de bebidas clandestinas.
Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal abriu investigação para rastrear a origem do metanol utilizado na adulteração. Segundo ele, há indícios de que a rede de distribuição da substância possa atuar também em outros estados.