Jair Bolsonaro passará por uma cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral, procedimento eletivo e considerado seguro, para corrigir um problema na região da virilha. A operação deve durar cerca de três horas e exige cuidados no pós-operatório, com internação prevista de até uma semana.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido, nesta quinta-feira (25), a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, após ser internado no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que Bolsonaro deixasse temporariamente a sede da Polícia Federal, onde está preso.
A cirurgia indicada é a herniorrafia inguinal, técnica utilizada para reparar o enfraquecimento da parede abdominal na região da virilha, local por onde ocorre a hérnia. No caso de Bolsonaro, o diagnóstico aponta comprometimento dos dois lados, o que caracteriza a hérnia como bilateral. O problema pode causar dor, inchaço e desconforto, especialmente durante esforços físicos, tosse ou longos períodos em pé.
De acordo com a perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, o procedimento não é de urgência ou emergência, sendo classificado como eletivo. Ainda assim, os especialistas recomendaram que a cirurgia fosse realizada o quanto antes, devido à piora progressiva do quadro clínico do ex-presidente.
A herniorrafia inguinal é considerada uma cirurgia de baixo risco e amplamente realizada. Em geral, o procedimento dura cerca de três horas e pode ser feito com técnicas modernas que aceleram a recuperação do paciente. O pós-operatório costuma exigir cuidados com a cicatrização, restrição temporária de esforços físicos, acompanhamento médico e, em alguns casos, fisioterapia preventiva para evitar complicações como trombose.
Durante a avaliação médica, também foi analisado o histórico de soluços persistentes relatados por Bolsonaro. Os peritos consideraram tecnicamente adequado um possível bloqueio do nervo frênico — procedimento que reduz temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma. No entanto, segundo apuração da GloboNews, a equipe médica decidiu que, neste momento, será realizada apenas a cirurgia da hérnia, deixando o bloqueio para outra ocasião.
Após o procedimento, a expectativa é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias, período necessário para monitoramento clínico, controle da dor e prevenção de complicações. A internação e o tratamento ocorrerão sob escolta policial, conforme determinações judiciais.
