O aumento do déficit nas contas do governo federal em 2025 tem levado a equipe econômica a reforçar medidas de controle de gastos.

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O aumento do déficit nas contas do governo federal em 2025 tem levado a equipe econômica a reforçar medidas de controle de gastos.

Pressão fiscal leva governo a discutir novas regras de controle de gastos. Foto: Divulgação.

Diante desse cenário, o governo estuda acionar mecanismos do arcabouço fiscal que funcionam como gatilhos automáticos para conter o avanço das despesas públicas.

 Como funcionam os gatilhos fiscais

Os chamados gatilhos estão previstos na lei complementar que instituiu o novo arcabouço fiscal, aprovado em 2023.

Eles determinam que, em caso de desequilíbrio nas contas públicas, o governo deve adotar regras mais rígidas para limitar o crescimento dos gastos.

Essas restrições permanecem enquanto houver déficit e só deixam de valer quando o país volta a registrar superávit nas contas.

Impacto em concursos e reajustes

Um dos principais efeitos das medidas deve recair sobre os gastos com pessoal.

A partir de 2027, o crescimento dessas despesas será mais contido, ficando abaixo do limite geral previsto no arcabouço fiscal.

Na prática, isso pode reduzir o espaço para reajustes salariais, abertura de concursos públicos e criação de novos cargos no serviço público.

Revisão de benefícios fiscais

Outro ponto do pacote econômico é a revisão dos incentivos tributários concedidos a empresas.

Governo pretende revisar incentivos fiscais concedidos a empresas. Foto: Freepik.

Com os gatilhos acionados, o governo pretende impedir a criação ou ampliação desses benefícios, além de revisar os já existentes.

A justificativa é que essas renúncias fiscais cresceram de forma desordenada ao longo dos anos, reduzindo a arrecadação e pressionando o orçamento público.

 Projeções fiscais

As estimativas indicam que o déficit das contas públicas pode continuar nos próximos anos, o que manteria as regras mais rígidas por um período prolongado.

Mesmo com metas de melhora fiscal, o resultado efetivo depende do equilíbrio entre arrecadação e despesas.

A possível aplicação dos gatilhos deve intensificar o debate entre governo e Congresso nos próximos anos.

De um lado, há a necessidade de ajuste fiscal. De outro, a pressão por manutenção de investimentos, serviços públicos e políticas sociais.

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