O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande (SP). Considerado um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC), a execução do agente teria sido comandada por Marcola, preso a mais de 25 anos.
O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande (SP). Considerado um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC), a execução do agente teria sido comandada por Marcola, preso a mais de 25 anos.
Há cerca de seis anos, Ruy foi ameaçado em cartaz enviadas por Marcola. Os documentos obtidos pelo Ministério Público mostravam que o chefe da facção determinou, mesmo preso em regime de isolamento federal, a morte de três policiais como forma de “retaliação” pela sua transferência de presídio, entre eles, estava o delegado.
Que é Marcola?
Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do país. Condenado a 330 anos de prisão, ele é considerado um dos criminosos mais perigosos do Brasil e suspeito de ser o mandante da morte de diversos policiais, incluindo delegados e autoridades que investigavam o PCC.
Marcola entrou para o crime ainda jovem, após ficar orfão ainda na infância e vivia nas ruas. Começou cedo a “bater carteiras” e roubar toca-fitas de carro na região do Glicério, Zona Central de São Paulo e rapidamente se destacou no mundo do tráfico de drogas e da criminalidade organizada. Quando atingiu a maioridade, ele foi preso por roubo a banco, tendo passado pelo Carandiru e pelo anexo da Casa de Custódia de Taubaté. Em 1986, tocava o terror tomando carros de assalto nas avenidas das cidades em que passava.
O nome dele já esteve ligado a planejamentos de ataques a autoridades, rebeliões em presídios e operações criminosas complexas, tornando-o uma figura central na história do crime organizado brasileiro. Apesar de estar preso há décadas, continua exercendo influência sobre membros do PCC em todo o país.
Crimes:
1999 – Assalto a banco em Cuiabá (MT)
Participou de um assalto cinematográfico a uma agência bancária, usando metralhadoras e granadas e fazendo funcionários reféns.
2001 – Rebelião no Carandiru (SP)
Oito homicídios durante rebelião na Casa de Detenção de São Paulo.
Condenação: em 2013, recebeu pena por esses crimes.
2003 – Assassinato do juiz Antônio José Machado Dias
Apontado como mandante do homicídio do magistrado em Presidente Prudente (SP).
Condenação: 29 anos de prisão.
2006 – Ataques do PCC em São Paulo
Responsável, junto à facção, por mortes de agentes públicos e rebeliões em 71 presídios.
Condenações:
12 anos de prisão por formação de quadrilha.
+61 anos e 6 meses por crimes das rebeliões de maio.
2018 – “Sintonia dos Gravatas”
Acusado de liderar o braço jurídico do PCC, que contratava advogados para defender a facção.
Condenação: +30 anos de prisão.
2022 – Planejamento de homicídios de autoridades
Mandou matar o promotor Lincoln Gakiya e o chefe da Croeste, Roberto Medina.
Condenação: +12 anos de prisão.
A condenação de 330 anos de prisão foi aplicada em diferentes julgamentos. Atualmente, Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.