O assassinato de Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli (21), causou comoção entre familiares e amigos após a Polícia Civil apontar que o jovem pode ter sido morto por engano, depois de ser confundido com integrante de uma facção criminosa rival. Natural de Londrina (PR), ele havia se mudado recentemente para Sapezal, no Mato Grosso, onde trabalhava em uma empresa do setor agrícola.

Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli. (Reprodução)
Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli. (Reprodução)

O assassinato de Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli (21), pelo tribunal do crime, causou comoção entre familiares e amigos após a Polícia Civil apontar que o jovem pode ter sido morto por engano, depois de ser confundido com integrante de uma facção criminosa rival. Natural de Londrina (PR), ele havia se mudado recentemente para Sapezal, no Mato Grosso, onde trabalhava em uma empresa do setor agrícola.

Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli. (Reprodução)

Lucas estava desaparecido desde a quarta-feira (25). O corpo foi encontrado em uma área de mata no sábado (27), com diversos ferimentos. Segundo a investigação, ele foi vítima de sequestro, cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver.

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Polícia aponta sequestro e tortura antes da morte por tribunal do crime

De acordo com a Polícia Civil, o caso começou durante a madrugada de terça para quarta-feira, quando Lucas e um amigo estavam em um bar na região conhecida como Cinzeiro, em Sapezal.

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As investigações indicam que os dois foram sequestrados após criminosos acreditarem que eles pertenciam a uma organização criminosa rival. Ambos teriam permanecido em cárcere e sido torturados durante toda a noite.

Em determinado momento, o amigo conseguiu escapar e acionou a polícia. Lucas, porém, permaneceu sob o poder dos suspeitos e, posteriormente, foi levado para uma área de mata nas proximidades da cidade, onde foi assassinado. Até o momento, um homem foi preso. Segundo a polícia, ele indicou onde o corpo estava, mas não assumiu participação direta no homicídio.

Família acredita que jovem foi morto por engano

A principal linha de investigação considera que Lucas possa ter sido confundido com integrante de uma facção criminosa. Entre as hipóteses analisadas está a interpretação equivocada de gestos feitos pelo jovem em fotografias publicadas nas redes sociais. A mãe de Lucas criticou essa possibilidade e afirmou que o filho jamais teve qualquer envolvimento com organizações criminosas.

“Hoje a gente não pode tirar foto dando joia ou fazendo qualquer gesto porque tudo vira facção. Meu filho nunca teve envolvimento com isso. Facção, para mim, é lixo”, desabafou.

Ela afirmou ainda que as imagens publicadas pelo rapaz representavam apenas comportamentos comuns entre jovens e não tinham qualquer relação com grupos criminosos.

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Sonho interrompido

Lucas trabalhava anteriormente como motoboy em Londrina e decidiu deixar o Paraná em busca de novas oportunidades. Após passar por Santa Catarina, foi contratado por uma empresa do setor de grãos, onde acabou sendo promovido e transferido para Sapezal.

Segundo familiares, ele planejava cursar Agronomia e construir uma nova etapa da vida no Mato Grosso. Em entrevista à imprensa local, o irmão de criação do jovem, Lyon Oliveira, afirmou que Lucas era um rapaz trabalhador, tranquilo e sem antecedentes criminais.

“Ele nunca teve amizade errada. Sempre trabalhou, sempre foi um menino tranquilo. O que a gente quer agora é justiça e descobrir quem fez isso”, declarou.

Investigações continuam

O corpo de Lucas foi levado para Londrina, onde ocorreu o velório e o sepultamento. Enquanto isso, a Polícia Civil de Mato Grosso prossegue com as investigações para identificar todos os envolvidos no crime e esclarecer a motivação do assassinato. A família aguarda a conclusão do inquérito e cobra que os responsáveis sejam localizados e punidos.

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