O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou em um evento em São Paulo que a COP30, a conferência climática da ONU que será realizada em Belém, não deve ser vista através de lentes políticas.

COP30 não é de “esquerda nem de direita”, diz Helder Barbalho

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou em um evento em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (20) que a COP30, a conferência climática da ONU que será realizada em Belém (PA), não deve ser vista através de lentes políticas.

“A COP não é de esquerda nem de direita. É um evento que discute questões globais e busca soluções reais para os desafios climáticos”, declarou.

Unindo Forças para a Agenda Ambiental

Ao lado de governadores de diferentes espectros políticos, como Eduardo Leite (PSDB-RS), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), Barbalho destacou a transversalidade da agenda ambiental. Para ele, o Brasil tem uma oportunidade única de liderar as discussões e mostrar ao mundo seu papel como nação-chave na preservação da floresta tropical e na transição para uma economia de baixo carbono.

O governador reforçou que, embora o Brasil tenha a maior floresta tropical do planeta, a responsabilidade pelas mudanças climáticas deve ser compartilhada. Ele enfatizou a importância de o país divulgar seu agronegócio sustentável e a capacidade de ser protagonista na produção de energia limpa.

Barbalho também abordou a questão dos minerais críticos e do crédito de carbono, que podem se tornar uma nova commodity global. Segundo ele, a redução do desmatamento pode colocar o Brasil em uma posição central para oferecer esses créditos, ajudando empresas a cumprirem suas metas ambientais.

Em um apelo direto aos países desenvolvidos, o governador defendeu a necessidade de justiça climática com justiça social.

“Não é possível que eles queiram que a Amazônia fique intocada sem que paguem um centavo aos povos locais, pelo sacrifício social que representa não produzir”, cobrou.

A realização da COP na Amazônia é um convite para o mundo discutir o meio ambiente “com o pé no chão” e reconhecer o valor da floresta em pé.

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