Durante sua apresentação no Big Brother Brasil 26, o ex-jogador do Corinthians Edílson relembrou a conquista do título mundial do clube alvinegro nos anos 2000, no primeiro Mundial de Clubes organizado pela Fifa.
“Joguei pelo Corinthians, ganhamos o Mundial contra o Vasco no Maracanã e fui eleito o melhor jogador do Mundial”, afirmou o ex-atacante.
A declaração, no entanto, gerou polêmica dentro da casa. Um dos participantes questionou o fato de o Corinthians ter conquistado o título sem vencer a Libertadores da América, argumento frequentemente usado por críticos da conquista. Edílson rebateu de forma direta: “Vai chorar na Fifa”.
Durante sua apresentação no Big Brother Brasil 26, o ex-jogador do Corinthians Edílson relembrou a conquista do título mundial do clube alvinegro nos anos 2000, no primeiro Mundial de Clubes organizado pela Fifa.
“Joguei pelo Corinthians, ganhamos o Mundial contra o Vasco no Maracanã e fui eleito o melhor jogador do Mundial”, afirmou o ex-atacante.
A declaração, no entanto, gerou polêmica dentro da casa. Um dos participantes questionou o fato de o Corinthians ter conquistado o título sem vencer a Libertadores da América, argumento frequentemente usado por críticos da conquista. Edílson rebateu de forma direta: “Vai chorar na Fifa”.
Entenda por que o título do Corinthians gera debate
O Corinthians conquistou o Mundial ao vencer o Vasco da Gama na final disputada no Maracanã, após dez dias de competição. Mais de 20 anos depois, o título ainda divide opiniões no futebol brasileiro, principalmente pelos critérios adotados na escolha dos participantes.
Critérios diferentes para a escolha dos clubes
A Fifa passou a definir os participantes do torneio em meados de 1999. Em junho daquele ano, Vasco e Corinthians foram indicados para disputar a competição. O clube carioca foi escolhido pela Conmebol por ter sido campeão da Libertadores de 1998, enquanto o Corinthians foi indicado pela CBF por ter vencido o Campeonato Brasileiro no mesmo ano.
A decisão gerou incongruências, já que nem todos os oito clubes participantes foram selecionados com base na temporada de 1998. Dois deles garantiram vaga por títulos conquistados naquele ano: o Real Madrid, vencedor da Copa Intercontinental, e o Al-Nassr, campeão da Supercopa da Ásia.
Os demais participantes foram definidos por títulos obtidos em 1999: Manchester United (Liga dos Campeões), South Melbourne (classificado por torneio específico da Oceania), Necaxa (Concacaf) e Raja Casablanca (África).
Palmeiras fora do torneio
A escolha do campeão da Libertadores de 1998 ocorreu dois dias antes de o Palmeiras conquistar a edição de 1999 da competição continental. A decisão foi tomada de forma acelerada para evitar um possível impasse.
Caso o Deportivo Cali, adversário do Palmeiras na final, tivesse vencido, o Brasil ficaria com apenas um representante no Mundial. A inclusão do Vasco também atendia a um interesse comercial, ao garantir clubes de Rio de Janeiro e São Paulo nas duas principais sedes do torneio: Maracanã e Morumbi, aumentando o potencial de público.
Promessa para 2001 e mudança de critérios
Excluído do Mundial de 2000, o Palmeiras recebeu a promessa de que disputaria a edição seguinte. Após conquistar a Libertadores, o clube ouviu da Conmebol que o critério adotado com o Vasco seria mantido.
“A partir de agora, sempre o campeão sul-americano vai jogar o Mundial da Fifa dois anos depois. Não adianta qualquer recurso”, afirmou à época Néstor Benítez, diretor de comunicação da entidade.
Dois campeões mundiais em 2000
Além do torneio organizado pela Fifa em janeiro, o ano de 2000 também contou com a tradicional Copa Intercontinental, disputada no Japão entre europeus e sul-americanos. Naquela edição, o Boca Juniors venceu o Real Madrid por 2 a 1.
A Copa Intercontinental foi realizada até 2004. Em outubro de 2017, a Fifa decidiu reconhecer oficialmente os títulos da competição como campeonatos mundiais, o que colocou Corinthians e Boca Juniors como campeões mundiais no mesmo ano.
Representante do país-sede
O Corinthians disputou o Mundial de 2000 como representante do país-sede, indicado pela CBF por ter vencido o Brasileirão de 1998. Em 1999, o clube voltou a ser campeão nacional, o que acabou evitando uma nova polêmica semelhante à envolvendo o Palmeiras.
O critério de incluir o representante do país-sede voltou a ser debatido em edições posteriores do Mundial. Em 2016, por exemplo, o Kashima Antlers, do Japão, ficou próximo de repetir o roteiro vivido pelo Corinthians em 2000.
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