O corpo de Luiz Phillipi Mourão, apontado como “sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, foi encaminhado ao IML de Belo Horizonte para exames. Ele morreu após protocolo de morte encefálica enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, após prisão na Operação Compliance Zero. A PF investiga as circunstâncias da morte e aponta que Mourão teria papel central em um esquema bilionário de fraudes ligado ao Banco Master.
O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “sicário” ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, deu entrada no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais, que informou que o corpo passará por exames antes de ser liberado à família.
Mourão morreu nesta sexta-feira (6). Segundo a defesa, o óbito foi declarado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia.
Ele estava sob custódia da Polícia Federal após ter sido preso na Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (4). A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais. O diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a ação e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos.
Na quinta-feira (5), a Polícia Federal informou que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da custódia de Mourão.
Papel no esquema investigado
As investigações apontam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão teria papel central na organização criminosa investigada.
Segundo a PF, ele seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
Os investigadores afirmam que Mourão atuaria como “longa manus” — expressão usada para designar alguém que age em nome de outra pessoa — do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe da organização criminosa.
O relatório policial também indica indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços ilícitos.