O corpo de Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, foi encontrado no Rio Tibagi, no Paraná, seis dias após o desaparecimento. A criança estava presa em galhos, a 80 metros de onde sua mamadeira havia sido achada. As causas da morte ainda são investigadas pela Polícia Civil, que não descarta crime ou afogamento.

Corpo do menino foi encontrado na margem do rio Tibagi, que fica próximo à casa dele — Foto: Arquivo pessoal - Paulo Roberto Martins/RPC
Corpo do menino foi encontrado na margem do rio Tibagi, que fica próximo à casa dele — Foto: Arquivo pessoal - Paulo Roberto Martins/RPC

O corpo de Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, foi encontrado na terça-feira (14) às margens do Rio Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, encerrando seis dias de buscas. A criança estava desaparecida desde quinta-feira (9), quando sumiu de dentro de casa, em Tibagi. O corpo foi localizado a cerca de 80 metros de onde a mamadeira de Arthur havia sido encontrada cinco dias antes.

De acordo com o capitão Marcelo Ribeiro, do Corpo de Bombeiros, o corpo do menino estava preso em galhos caídos na margem do rio, o que pode ter dificultado sua localização pelo sonar utilizado nas buscas. O oficial explicou que, em função da decomposição, o corpo acabou boiando apenas nesta terça-feira.

“Possivelmente ele estava atrás ou embaixo desses galhos. Pela manhã, nossa equipe passou pelo local, mas ele ainda não tinha boiado. Um morador viu o corpo por volta do horário de almoço”, relatou.

Arthur desapareceu durante a manhã de quinta-feira, e a mamadeira dele foi achada na água, a cerca de 500 metros da casa da família. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Defesa Civil, Conselho Tutelar, Samu e voluntários participaram das buscas por terra e água.

O corpo foi encaminhado à unidade de execução técnico-científica da Polícia Científica de Ponta Grossa, onde passará por necropsia. Até o momento, não há confirmação se havia marcas de violência. Segundo a Polícia Militar, as condições do corpo não permitiam uma avaliação detalhada no local, e as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda não descartou nenhuma hipótese — incluindo a possibilidade de crime ou afogamento acidental.

Durante o período de buscas, foi acionado o sistema Amber Alert, ferramenta de alerta em redes sociais que auxilia na divulgação de informações sobre crianças desaparecidas. O sistema é resultado de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

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