A Polícia Civil de São Bernardo do Campo investiga a morte de um homem e os ferimentos de outras nove pessoas após um incêndio em um ritual religioso no dia 20 de julho. A tragédia foi causada pelo uso de etanol em um ambiente fechado sem segurança. A polícia aponta negligência dos dirigentes do espaço, que teriam tentado fraudar o local instalando extintores de incêndio 23 dias depois do ocorrido.

Veja detalhes sobre local onde homem morreu
Veja detalhes sobre local onde homem morreu

A Polícia Civil de São Bernardo do Campo (SP) investiga um incêndio ocorrido durante um ritual religioso que terminou com a morte de um homem e deixou nove pessoas feridas. O caso aconteceu no dia 20 de julho, em um imóvel usado como espaço religioso chamado “Cova dos Ossos”.

A vítima foi identificada como Jefferson Charles Cano, de 47 anos, que sofreu queimaduras em 60% do corpo e não resistiu. A esposa dele, Elaine Teberga Cano, foi internada em estado grave, e outras oito pessoas precisaram de atendimento médico.

Socorro improvisado

Segundo laudos do Instituto de Criminalística, o incêndio foi provocado pelo uso de etanol em um caldeirão com fogo, em um ambiente fechado e sem as devidas medidas de segurança. Testemunhas relataram que crianças estavam presentes na cerimônia.

As investigações apontam que não houve acionamento do SAMU ou do Corpo de Bombeiros. Imagens de câmeras de segurança confirmaram que os feridos foram levados por veículos particulares, em um socorro improvisado.

Homem morreu durante ritual de umbanda no ABC Paulista

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Negligência

A polícia investiga o caso por conta de uma denúncia anônima, e as evidências apontam para uma possível tentativa de alterar o local do crime. A delegada Liliane Lopes Doretto informou que extintores de incêndio foram instalados 23 dias depois da tragédia, o que levanta suspeitas de fraude processual.

Os principais investigados são os dirigentes do espaço, Angélica Lopes Della Torre e Pedro Henrique, além de auxiliares. Eles são apontados por negligência e por terem assumido o risco da tragédia, o que pode caracterizar dolo eventual. A Polícia Civil destacou que a apuração não é contra a fé ou a liberdade religiosa, mas sim contra as condutas de risco que levaram à morte e a múltiplas lesões.

Até o momento, não houve prisões, e o inquérito segue em andamento com oitivas de testemunhas e análise de laudos. O espaço religioso continua em funcionamento.

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