A repercussão começou após a divulgação de um processo que questiona supostas condições de trabalho em uma residência do atleta localizada em Mangaratiba. Embora a identidade da autora da ação não tenha sido revelada oficialmente, algumas páginas passaram a associar o caso à cozinheira.
A chef de cozinha Marcela Lermy usou as redes sociais para esclarecer rumores que a ligavam a um processo trabalhista envolvendo o jogador Neymar. Em uma nota pública, ela afirmou que não é a responsável pela ação judicial que veio a público recentemente.
Nos últimos dias, informações sobre um processo contra o atleta chamaram atenção nas redes. A denúncia envolve supostas condições de trabalho consideradas exaustivas em uma propriedade do jogador localizada em Mangaratiba, na região da Costa Verde. Embora o nome da pessoa que moveu a ação não tenha sido revelado oficialmente, algumas páginas passaram a associar o caso à imagem de Marcela.
Diante da repercussão, a cozinheira decidiu se manifestar para esclarecer a situação. Segundo ela, sua atuação profissional ao lado de Neymar ocorreu entre 2013 e 2018. Durante esse período, afirmou que a relação de trabalho foi conduzida com respeito, profissionalismo e transparência.
No comunicado, Marcela também ressaltou que nunca entrou com qualquer processo judicial contra o jogador nem contra empresas ou pessoas ligadas a ele, reforçando que as informações que circulam nas redes sociais não correspondem à realidade.
Processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho
Uma cozinheira entrou com uma ação trabalhista contra o jogador Neymar alegando ter enfrentado uma rotina de trabalho exaustiva enquanto prestava serviços em uma de suas propriedades no litoral do Rio de Janeiro. O processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e envolve também a empresa terceirizada responsável pela contratação da funcionária.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles, a trabalhadora atuou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano em uma mansão do atleta localizada em Mangaratiba. As atividades eram realizadas principalmente na chamada Casa Hotel Portobello, além de um imóvel situado no Condomínio Portobello.

Marcela Lermy (Reprodução/Redes Sociais)
Trabalhadora relata jornadas de até 16 horas
Segundo a ação, o contrato estabelecia jornada das 7h às 17h, de segunda a quinta-feira, e das 7h às 16h às sextas-feiras. No entanto, a cozinheira afirma que a rotina real era bem diferente do previsto, com turnos que frequentemente ultrapassavam 14 horas de trabalho por dia.
Em alguns momentos, conforme relatado no processo, a jornada se estendia até as 23h ou até mesmo à meia-noite. A profissional também afirma que era responsável por preparar refeições para um grande número de pessoas, chegando a cozinhar para até 150 convidados em determinados dias, incluindo café da manhã, almoço e jantar para o jogador e seus amigos.
A trabalhadora ainda relata que o esforço físico exigido no trabalho teria causado problemas de saúde. Segundo ela, carregar carnes e utensílios pesados na cozinha da residência teria provocado dores na coluna e inflamação na região do quadril. Após realizar exames e consultas médicas, a cozinheira afirma ter sido diagnosticada com lesões e pede, na Justiça, o pagamento de pensão por parte do atleta.
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