A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha e de outros investigados em apuração sobre fraudes em benefícios previdenciários. A sessão terminou em confusão, e a comissão tem até o fim de março para apresentar resultados.
A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), uma série de requerimentos que ampliam o alcance das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários. Entre as medidas mais relevantes está a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao todo, os parlamentares aprovaram 87 requerimentos de forma conjunta. Além de Lulinha, também foram autorizadas quebras de sigilo de investigados pela Polícia Federal, ex-parlamentares, empresários e nomes ligados ao sistema financeiro, como Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e Leila Pereira.
CPMI do INSS termina em confusão
Apesar da aprovação em bloco dos pedidos, a sessão foi marcada por tensão entre parlamentares e acabou sendo interrompida após uma confusão no plenário. Houve divergências principalmente entre governistas e oposicionistas sobre o alcance das medidas aprovadas.
Lulinha é citado em investigação
A inclusão de Lulinha na lista de alvos ocorre após seu nome ser mencionado em uma das fases da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo aposentadorias e pensões.
O requerimento para a quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar, e enfrentou resistência de parlamentares da base do governo.
Esquema envolve empresas e lavagem de dinheiro
De acordo com documentos da investigação, a empresária Roberta Luchsinger é apontada como peça-chave no chamado “núcleo político” da organização criminosa. O grupo seria liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo as apurações, Luchsinger atuaria na ocultação de patrimônio e na movimentação de recursos ligados à lavagem de dinheiro. A empresa dela, RL Consultoria, teria recebido R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, apontada como uma empresa de fachada.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que, ao ser questionado sobre um repasse de R$ 300 mil à empresa, o “Careca do INSS” teria mencionado “o filho do rapaz”, interpretação que, segundo investigadores, seria uma referência a Lulinha.
Prazo da comissão
A CPMI do INSS tem prazo até o fim de março para concluir os trabalhos e apresentar um relatório final com as conclusões e eventuais indiciamentos.
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