Uma mulher, de 30 anos, e o companheiro dela, de 32, foram presos na manhã desta quarta-feira (1) em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de matar o filho dela, Ravi Lucca, de apenas 3 anos, que teria sido espancado. O crime ocorreu no dia 15 de setembro.
Uma mulher, de 30 anos, e o companheiro dela, de 32, foram presos na manhã desta quarta-feira (1) em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de matar o filho dela, Ravi Lucca, de apenas 3 anos, que teria sido espancado. O crime ocorreu no dia 15 de setembro.
Na época do ocorrido, a mãe levou o menino já sem vida a uma unidade de saúde. O delegado adjunto da delegacia de Volta Redonda, José Carlos Neto, informou que o médico constatou lesões no corpo do menino “incompatíveis com a morte natural” e acionou a Polícia Civil.
De acordo com o G1, a perícia apontou sinais evidentes de violência, incluindo traumatismo cranioencefálico, lesão no baço que causou intensa hemorragia interna, e indícios de violência sexual, que ainda serão confirmados por exames complementares.
O delegado ressaltou que a apuração indicou que a vítima permaneceu em sofrimento durante horas, com hemorragias internas não tratadas, porque os responsáveis não buscaram atendimento médico temendo que as agressões fossem descobertas.
Prisão e depoimentos
Ao serem questionados, a mãe e o padrasto alegaram que o menino apenas havia passado mal no fim de semana e não souberam justificar as lesões. No entanto, testemunhas relataram ter ouvido discussões, sons de impactos e gritos vindos do apartamento do casal no fim de semana em que a criança morreu.
A partir do inquérito, mandados de prisão temporária por homicídio qualificado praticado, na forma da Lei Henry Borel, foram expedidos contra o casal. Eles foram localizados no bairro Santa Cruz. Os celulares dos dois foram apreendidos e serão periciados.
A mulher possui outros três filhos, de seis, quatro e um ano. As crianças foram encaminhadas para um abrigo municipal. “Um desses filhos teria presenciado as agressões, está recebendo atendimento psicológico, assistencial e deve ser ouvido para ver se consegue relatar e contribuir com as investigações“, disse o delegado José Carlos Neto.
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