Uma criança de 6 anos foi morta com um tiro na cabeça dentro de um depósito de bebidas em Parnaíba, no litoral do Piauí. O crime ocorreu no ano passado, mas o principal suspeito só foi preso no último sábado (14).
Uma criança de 6 anos foi morta com um tiro na cabeça dentro de um depósito de bebidas em Parnaíba, no litoral do Piauí. O crime ocorreu no ano passado, mas o principal suspeito só foi preso no último sábado (14).
A vítima, identificada como Jhonatan Alves de Souza, morreu no dia 25 de dezembro, após passar 50 dias internada no Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina.
No dia do ataque, a mãe da criança também foi atingida por um disparo na perna. Ela recebeu atendimento médico e passa bem.
Prisão do suspeito
O suspeito do crime foi identificado como Hisneifran Campos Reis, de 37 anos. Ele foi localizado e preso em Paudalho, em Pernambuco, onde também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Natural de Boa Vista, em Roraima, o homem já responde por homicídio de um policial militar, possui ligação com organização criminosa no Amazonas e também é considerado foragido da Justiça no Maranhão.
Segundo as autoridades, ele era considerado extremamente perigoso e estava foragido desde o crime ocorrido no litoral do Piauí. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto pelo assassinato do menino, expedido pela Central de Inquérito e Audiência de Custódia III – Polo de Parnaíba, vinculada ao Tribunal de Justiça do Piauí.
Depoimento revela alvo do ataque
Áudios divulgados pela página O Parnaibano trazem trechos do depoimento do suspeito. Durante interrogatório conduzido pelos delegados Abimael Silva e Maikon Kaestner, o investigado afirmou que o disparo ocorreu durante uma disputa entre facções criminosas em Parnaíba.
De acordo com ele, o episódio estaria relacionado à rivalidade entre as organizações Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV). O suspeito relatou que teria sofrido uma tentativa de homicídio dias antes e decidiu reagir contra um rival conhecido como “André da Ilha”.
Durante o depoimento, Hisneifran afirmou que o alvo do disparo seria o rival, e não a criança.
“Ele tentou me matar antes, mandou os caras fuzilar minha casa. Eu tava trabalhando no mangue tirando caranguejo. Minha intenção era atingir ele… nunca uma criança”, declarou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí, que busca esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se outras pessoas participaram da ação que resultou na morte do menino.
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