Uma criança indígena de 12 anos, da etnia Kulina, sofreu estupro coletivo cometido por integrantes da mesma comunidade indígena, na região de Juruá, no Amazonas. Segundo o delegado Paulo Mavignier, os criminosos ainda filmaram a cena.

Criança indígena de 12 anos sofreu estupro coletivo (Foto: Pixabay)
Criança indígena de 12 anos sofreu estupro coletivo (Foto: Pixabay)

Uma criança indígena de 12 anos, da etnia Kulina, sofreu estupro coletivo cometido por integrantes da mesma comunidade indígena da jovem, na região do município de Juruá, no Amazonas. Os agressores teriam ainda filmado a cena.

Diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), o delegado Paulo Mavignier contou que os criminosos gravaram o crime, enquanto a vítima implorava por socorro. “Esse ato criminoso e desumano aconteceu dentro da própria comunidade, praticado por outros indivíduos da mesma etnia”, contou.

Delegado denuncia crime de estupro contra criança indígena

“As imagens são tão fortes que eu, como policial e como pai, fiquei extremamente abalado e revoltado. O que foi feito com essa criança é inaceitável. É uma afronta à dignidade humana”, concluiu o delegado, afirmando que os suspeitos riam enquanto cometiam as agressões.

Mavignier informou à população de Juruá sobre a mobilização das forças de segurança para solucionar o crime. “Eu informo a população de Juruá que o delegado Célio Lima já montou equipes da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, as quais estão em diligências para resgate dessa vítima, coleta de provas, identificação e prisão ou apreensão desses indivíduos criminosos”, declarou.

‘Tradição nenhuma justifica abuso’

“Eu quero deixar algo muito claro para toda a população, inclusive para as comunidades indígenas. A nossa posição é de zero tolerância à violência contra mulheres e crianças, seja na cidade, zona rural ou em territórios indígenas. Cultura nenhuma justifica brutalidade. Tradição nenhuma justifica abuso. Isso é desumano, isso é animalesco e não será tolerado por nós. Vamos fazer tudo o que for preciso para fazer justiça por essa criança”, completou.

O delegado também fez uma reflexão sobre a conduta da lei caso os agressores sejam menores de idade. “Se esses abusadores forem menores de idade, o que a lei prevê hoje não é prisão, apenas internação por tempo limitado. Isso é justo? Isso protege a sociedade? Isso protege outras crianças? Já passou da hora de o Brasil começar a discutir com mais seriedade se as leis estão de fato protegendo as vítimas ou protegendo os agressores”, denunciou.

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