Uma mulher irlandesa que forjou a própria morte para fugir de um julgamento por fraude e furto foi descoberta viva meses depois, em um casamento. Amy McAuley, de 35 anos, chegou a publicar seu próprio obituário em um site oficial, emitir certidões falsas de óbito, e até receber pagamento de indenização pela “morte”. Ela foi presa e condenada a três anos de prisão.
Uma mulher irlandesa que forjou a própria morte para fugir de um julgamento por fraude e furto foi descoberta viva, meses depois, em um casamento. Amy McAuley, de 35 anos, foi presa e condenada a três anos de prisão.
O golpe começou em janeiro de 2023, quando um aviso de falecimento de McAuley apareceu no site RIP.ie, plataforma irlandesa oficial de registros de mortes. O texto afirmava que ela havia morrido “em paz” em 26 de dezembro de 2022, cercada pela família, e incluía até detalhes do velório, funeral e cremação.
“Partiu, mas jamais será esquecida”, dizia o anúncio, que pedia doações para a Sociedade de São Vicente de Paulo em vez de flores.
Na época, Amy deveria comparecer ao Tribunal Criminal do Circuito de Dublin para responder por uso de documentos falsos e tentativa de fraude.
Ela havia obtido empréstimos fraudulentos de bancos e enganado empregadores com atestados médicos falsos. A criminosa foi ainda mais longe: se passou por sua própria irmã e entrou em contato com a polícia para confirmar sua “morte”, apresentando formulários falsos de notificação de óbito. Com isso, conseguiu duas certidões oficiais, uma em inglês e outra em irlandês.
Descoberta em vídeo de casamento
A farsa começou a ruir meses depois, quando imagens de câmeras de segurança mostraram McAuley viva e sorridente em um casamento realizado em Enniscorthy, em junho de 2023. A investigação revelou três obituários diferentes registrados em seu nome, um deles afirmando que ela havia morrido na França.
Durante o interrogatório, ela admitiu ter mentido, dizendo que “não queria deixar o filho pequeno sozinho” e que “não tinha condições de ir a tribunal”.
A mulher também enganou o antigo chefe, alegando que os familiares precisavam de dinheiro para uma cirurgia do filho. Usando novamente a identidade da irmã, ela recebeu 9.000 euros (R$ 55 mil) em indenização por “morte em serviço”.
Histórico de golpes e sentença
Amy já possuía quatro condenações anteriores por furto e fraude. Em 2015, havia sido sentenciada por roubar cerca de 111 mil euros (R$ 680 mil) de um antigo empregador.
Mesmo após devolver parte do valor, continuou cometendo crimes nos anos seguintes, totalizando oito anos de atividades fraudulentas.
O juiz a condenou a quatro anos de prisão, com 12 meses suspensos, resultando em três anos de reclusão efetiva. Ela deverá permanecer sob supervisão do Serviço de Liberdade Condicional por um ano após a soltura e entregar todos os relatórios médicos ao diretor do presídio.
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