A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para a realização de um ultrassom que comprove a existência de uma hérnia inguinal bilateral e a necessidade de cirurgia. O exame, segundo os advogados, pode ser feito na própria sede da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro está preso desde 25 de novembro. Moraes determinou nesta quinta-feira (11) que a PF realize uma perícia médica, após questionar o fato de os exames entregues pela defesa terem mais de três meses. O relatório médico anexado ao processo aponta dores, crises de soluço e risco de descompensação, e recomenda cirurgia sob anestesia geral. A defesa afirma que o quadro exige atenção urgente do STF.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (11) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize a realização de um novo exame de ultrassom para comprovar a existência de uma hérnia inguinal bilateral e a necessidade de cirurgia. Bolsonaro está preso desde 25 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde cumpre ordem judicial no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.
Segundo os advogados, o exame poderia ser feito na própria sede da PF, sem necessidade de deslocamento, e ajudaria a atualizar os laudos já apresentados que, conforme questionado por Moraes, têm mais de três meses. O ministro determinou nesta quinta que uma perícia médica da PF seja realizada para verificar a real necessidade de cirurgia.
No pedido, os advogados destacam que o ultrassom é um procedimento “rápido, não invasivo e que não exige sedação”, podendo ser realizado imediatamente e auxiliando a perícia oficial. A defesa indicou o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli para fazer o exame e classificou o requerimento como urgente.
Relatório médico aponta crises de soluço e risco de descompensação
Na terça-feira (9), a defesa anexou ao processo um relatório médico recomendando cirurgia. Segundo o documento, Bolsonaro tem apresentado dores e desconforto na região inguinal nas últimas semanas, agravados por crises de soluço que aumentariam a pressão abdominal.
Os médicos afirmam que o ex-presidente precisa de “tratamento cirúrgico sob anestesia geral”. A defesa alega ainda que Bolsonaro sofre episódios de falta de ar e síncope relacionados às crises de soluço, o que representaria risco de descompensação súbita.
Os advogados afirmam que houve novas intercorrências médicas que justificam atenção urgente do STF ao quadro de saúde do ex-presidente.