Val Marchiori anunciou que está com câncer de mama e emocionou seguidores ao relatar que sempre adiava a mamografia por medo. O caso reacendeu o debate sobre prevenção, já que dados recentes apontam aumento nos diagnósticos e mortes pela doença no Brasil.

"Deixei de fazer mamografia por medo" afirma Val Marchiori após descobrir câncer de mama

A socialite e empresária Val Marchiori publicou um vídeo nas redes sociais em que relata ter sido diagnosticada com câncer de mama. Na publicação feita nesta terça-feira (26), ela confirma que tinha medo de fazer a mamografia e sempre adiava o exame. O vídeo publicado no Instagram é bastante emocionado e revela como a descoberta impactou a vida dela.

“Vocês que me veem sempre arrumada, bonita, fazendo festa… Hoje tô aqui para dar uma notícia não tão boa. Fui fazer um exame de rotina e sempre tive medo de fazer mamografia. Tive que fazer uma biópsia por causa de um nódulo suspeito na mama direita e hoje saiu o resultado. É um tumor maligno, um câncer de mama”, contou.

Val disse que ficou “sem chão” ao receber o diagnóstico, mas decidiu compartilhar sua experiência como forma de alerta.

“A gente fica sem chão. Fico culpando a mim mesma, e quantas mulheres também deixam de fazer por medo. Se eu já tivesse feito antes… É muito difícil quando a gente recebe a notícia, parece que o mundo está acabando. Tenho fé em Deus que vai dar tudo certo”, desabafou.

Ela também reforçou a importância da prevenção para descobrir o quanto antes a doença:

“Essa é a minha mensagem: mulheres, não deixem de fazer mamografia por medo. Quando fazemos antes, podemos tentar resolver. É um alerta. Faça mamografia!”, destacou.

Câncer de mama no Brasil: números em crescimento

Dados recentes do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), revelam um cenário preocupante:

  • Entre 2018 e 2023, o país registrou mais de 319 mil diagnósticos de câncer de mama.

  • Mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas nesse período – cerca de uma em cada três.

  • Apenas entre 40 e 49 anos, foram 71.204 casos; já entre 35 e 39 anos, 19.576 casos.

  • Entre mulheres acima de 70 anos, foram 53.240 diagnósticos.

  • O número de casos cresceu 59% em seis anos, passando de 40.953 em 2018 para 65.283 em 2023.

Além dos diagnósticos, a mortalidade também preocupa:

  • Houve 173.690 mortes por câncer de mama entre 2018 e 2023.

  • Só em 2023, foram 20.165 óbitos, aumento de 38% em relação a 2014.

  • Mulheres abaixo dos 50 anos representaram 22% das mortes no período.

  • Já as acima de 70 anos corresponderam a 32% dos óbitos.

Segundo o CBR, o rastreamento precoce pode reduzir em até 30% a mortalidade, o que significa que milhares de vidas poderiam ser salvas com o diagnóstico no momento certo.

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