Em coletiva nesta segunda-feira (15), a delegada Andréia Levy apontou amadorismo, precariedade e falta de autorização do grupo que organizou o salto de rope jump que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto (Limeira-SP). A investigação trabalha com a hipótese de que os organizadores agiram no “modo automático”, esquecendo de fixar a corda guia. A delegada revelou também que a enfermeira que tentou socorrer a vítima era outra cliente que aguardava para saltar. Três instrutores seguem presos no CDP de Piracicaba.

Delegada dá detalhes de morte de jovem em Limeira (Foto: Reprodução)
Delegada dá detalhes de morte de jovem em Limeira (Foto: Reprodução)

Andréia Levy, delegada responsável pela investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (15) e deu novos detalhes sobre o acidente. A jovem foi arremessada de uma altura de mais de 40 metros durante um salto de rope jump em Limeira (SP) no último sábado (13).

De acordo com a delegada, as seis pessoas que faziam parte desse grupo responsável pelos saltos na Ponte do Esqueleto prestaram depoimento ainda no dia do evento. Apenas três delas seguem presas. As outras três foram liberadas após serem ouvidas.

Maria Eduarda (Foto: reprodução)

Amadorismo, falta de autorização e efeito ‘modo automático’

A investigadora afirmou que, em sua visão, faltou experiência ao grupo e deixou claro o amadorismo e a precariedade dos saltos. Além disso, afirmou que essas pessoas não tinham uma empresa regularizada para realizar o esporte e nem poderiam estar ali.

“Eles não se recordam do que aconteceu, de quem foi a falha na ausência da colocação da corda. Ninguém consegue se recordar, uma falta de fiscalização que deixa claro o amadorismo e a falta de experiência. Sem falar que eles não tinham autorização para estar ali e não são uma empresa regularizada. São apenas um grupo de pessoas que se reuniu para fazer o esporte de alto risco e sem tomar as devidas cautelas”, disse.

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Para ela, em esporte de alto risco, como é o rope jump, a fiscalização e a segurança precisam ser prioridades. Ela apontou que, talvez no momento do acidente, um tenha confiado demais no outro e acabou acontecendo a tragédia.

“Na minha percepção foi a falta de experiência. Como é que em um esporte de alto risco você não tem alguém que fiscalize mais de uma vez? E a corda era o principal item de segurança da modalidade; como ela pode ter sido esquecida? Eles devem ter entrado no modo automático, um achou que o outro colocou, não foi verificado e aconteceu o que acabou acontecendo”, afirmou a delegada.

Enfermeira que realizou primeiros socorros era cliente do evento

A delegada Andréia Levy também explicou quem seria a enfermeira que foi a primeira pessoa a socorrer Maria Eduarda após o salto e ainda encontrá-la com vida. A investigadora afirmou que se tratava de uma praticante que também se preparava para o salto.

“A enfermeira é justamente a pessoa que gravou o vídeo. Ela não seria o salto imediato, o salto dela seria momentos depois. Mas ela correu para ajudar no socorro. A vítima ainda apresentava sinais vitais, mas não foi possível reanimar, logo ela foi a óbito”, completou.

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Por enquanto, os três instrutores presos no sábado continuam detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, acusados de homicídio com dolo eventual, situação em que se assume o risco de morte, sem intenção direta de matar.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo segue investigando o caso.

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