A delegada Maria Corsato afirmou que joias e relógios apreendidos na casa de Deolane Bezerra eram falsificados e que nenhum dinheiro foi encontrado durante a operação. Em entrevista, ela disse ainda que procurou preservar a filha da influenciadora durante a busca e relatou um embate com a advogada Adélia Soares sobre o cumprimento do mandado judicial.

Deolane Bezerra (Reprodução/Redes Sociais)
Deolane Bezerra (Reprodução/Redes Sociais)

A delegada Maria Corsato, responsável por uma das investigações envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, voltou a comentar detalhes de uma operação de busca e apreensão realizada na residência da empresária. Durante participação no podcast Café com Pires, apresentado pelo policial Léo Pires, a investigadora afirmou que as joias e os relógios encontrados no imóvel eram falsificados.

Segundo Corsato, a equipe policial adotou medidas para minimizar os impactos da operação sobre a filha de Deolane, Valentina, evitando que a criança acompanhasse a movimentação dos agentes.

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Delegada diz que tentou preservar a filha de Deolane

Durante a entrevista, Maria Corsato afirmou que orientou a influenciadora para que a filha fosse mantida distante da ação policial.

“Falei assim: ‘Você tem uma filha, né? Eu não quero que ela veja a movimentação de policiais na sua casa, quero preservar ao máximo. Onde ela está vai ser o último lugar que a gente vai entrar. Quando a gente for entrar, nós vamos ficar em outro cômodo, tira sua filha e leva para outro lugar'”, relatou.

De acordo com a delegada, a orientação foi seguida durante toda a operação.

“Não tinha dinheiro”, afirma investigadora

Ao recordar o cumprimento do mandado de busca e apreensão, Corsato afirmou que os policiais não encontraram dinheiro na residência e que os objetos de luxo apreendidos não eram autênticos.

“Foi feito desse jeito. Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos”, declarou.

Ela acrescentou que todo o material recolhido foi catalogado e apresentado à investigada.

“Não foi pego nada da família. Ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos”, afirmou.

Delegada relata discussão com a defesa

Maria Corsato também comentou o embate que teve com a advogada de Deolane, Adélia Soares, logo após a operação.

Segundo a delegada, a defesa questionou a validade do cumprimento do mandado judicial em Barueri, alegando supostas irregularidades na autorização.

Corsato afirmou que apresentou o e-mail com a decisão judicial que autorizava o cumprimento da medida e disse que a advogada insistiu em contestar o procedimento.

“E ela sentou na minha frente e ficou três horas. Eu não tinha nada para fazer, né? Eu tinha um milhão de coisas e ela ficou três horas falando na minha frente”, relembrou.

Defesa questionou apreensão dos veículos

Ao final da conversa, a delegada disse que a advogada perguntou quando os veículos apreendidos seriam devolvidos.

Segundo Corsato, ela respondeu que a decisão caberia ao Judiciário.

“‘Vou entrar com o pedido’, ela disse. Eu falei: ‘Pede lá para o juiz, porque aqui eu não sei quando vai ser. Tenho que analisar, não tenho data'”, concluiu.

As declarações da delegada ocorrem em meio às discussões envolvendo a nova prisão de Deolane Bezerra e voltaram a repercutir nas redes sociais.

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