Em coletiva de imprensa, o delegado da DHPP Nilson Farias detalhou a investigação sobre a morte de Olga Beatriz Santos da Silva (12), espancada até a morte pelo pai de 42 anos em Várzea Grande (MT). O delegado afirmou que a violência foi incompatível com qualquer tentativa de disciplina. O homem confessou o crime, alegando ter agredido a menor após ver mensagens dela com um garoto. Ele foi autuado por feminicídio.

Delegado revela detalhes chocantes do caso da adolescente morta pela pai

Em uma coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil do Mato Grosso, na segunda-feira (08), o delegado Nilson Farias trouxe a público os detalhes estarrecedores sobre a morte da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos.

Farias confirmou que o pai da vítima, de 42 anos, confessou o crime em depoimento, revelando que perdeu o controle emocional e espancou a filha após revistar o celular dela e encontrar mensagens trocadas com um garoto em uma rede social.

Durante o pronunciamento oficial da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado chocou a opinião pública ao descrever o cenário de violência doméstica ocorrido no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. A gravidade do ataque foi tamanha que a estudante já chegou sem sinais vitais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá (MT).

“Agressões graves desmentem tese de correção”, dispara autoridade policial

Um dos pontos centrais destacados pelo delegado Nilson Farias foi o nível de brutalidade empregado na residência. Embora o suspeito tenha alegado em seu interrogatório que “não tinha a intenção real de matar” e que apenas tentava repreender a conduta da filha, a linha técnica de investigação da Polícia Civil desmoronou essa versão de defesa.

“A violência empregada é absolutamente incompatível com qualquer tentativa de correção, educação ou disciplina familiar”, sentenciou o delegado Nilson Farias na coletiva, enfatizando que as múltiplas lesões espalhadas pelo corpo da menina comprovam um ataque de fúria desproporcional e fatal.

Polícia Civil detalha como mãe descobriu mentiras do suspeito e localizou Olga Beatriz trancada em quarto

A entrevista coletiva também serviu para esclarecer a dinâmica de como o crime foi descoberto na noite de domingo. Os investigadores explicaram que a mãe de Olga Beatriz foi até a residência buscar a filha e deparou-se com o portão fechado. Ao insistir, o ex-companheiro mentiu, alegando que a estudante estaria na casa de uma vizinha da rua.

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A mãe percebeu o nervosismo e as contradições do suspeito, que saiu correndo do imóvel logo em seguida para tentar fugir. Ao entrar na casa, a mulher localizou a filha desacordada no quarto com severas marcas de espancamento. Com a ajuda de uma amiga, a mãe levou a jovem às pressas para o pronto atendimento, onde a equipe médica apenas pôde certificar o óbito provocado pelas agressões.

Inquérito mantém indiciamento por feminicídio

No encerramento da coletiva, o delegado Nilson Farias informou que o homem foi autuado em flagrante e que a DHPP representou formalmente junto ao Poder Judiciário pela conversão da detenção em prisão preventiva. A autoridade policial fez questão de frisar que a tipificação penal adotada será mantida de maneira rígida como feminicídio devido às circunstâncias de vulnerabilidade e gênero da vítima.

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