Os cinco suspeitos envolvidos em um estupro coletivo cometido no dia 21 de abril, já conheciam as duas crianças vítimas do caso, de 7 e 10 anos, na Zona Leste de São Paulo.

Delegado Júlio Geraldo contou detalhes sobre o caso (Foto: Reprodução)
Delegado Júlio Geraldo contou detalhes sobre o caso (Foto: Reprodução)

Os cinco suspeitos envolvidos em um estupro coletivo, cometido no dia 21 de abril, já conheciam as duas crianças vítimas do caso, de 7 e 10 anos. O crime ocorreu no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo.

Irmã da vítima de estupro coletivo em SP denunciou o crime após ver vídeo nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Irmã da vítima de estupro coletivo em SP denunciou o crime após ver vídeo nas redes sociais (Foto: Reprodução)

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Delegado esclarece investigação

Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, Júlio César dos Santos Geraldo, delegado de polícia titular no 63º Distrito Policial (DP Vila Jacuí), detalhou como se deu a investigação do caso que levou à prisão de um suspeito e apreensão de outros quatro menores de idade.

“Esse caso se iniciou no dia 24, quando familiares das vítimas nos procurou registrando um boletim de ocorrência. Começou, três dias após o fato consumado”, falou Geraldo sobre o início das investigações.

“Buscamos a identificação dessas pessoas e já no início da semana passada tínhamos uma representação pela apreensão dos adolescentes e prisão do maior de idade. As investigações indicavam que esses adolescentes tinham levado essas duas crianças para a casa de um deles, e ali praticado os ato terríveis gravados em vídeo pelo adulto”, relatou.

Estupro coletivo envolveu cinco suspeitos e duas vítimas

Geraldo contou detalhes sobre a participação de cada um dos suspeitos. “Os quatro adolescentes realizaram atos de natureza sexual contra as crianças, que gritavam por socorro, pedindo para que se parasse. Além de tudo, o adulto divulgou a prática desse crime grave em rede de WhatsApp”, disse.

As apreensões dos adolescentes foram feitas em diferentes municípios paulistas: uma em Jundiaí, outras duas em São Paulo e a última, nesta segunda-feira, em Ermelino Matarazzo, distrito na Zona Leste da capital paulista.

Ainda segundo a investigação, tanto as vítimas quanto os suspeitos residiam em regiões próximas e se conheciam.

Investigação mobilizou força-tarefa

Equipes de polícia especializadas apoiaram o 63º DP. De acordo com os investigadores, a identificação dos suspeitos foi possível a partir da análise de imagens que circularam nas redes sociais, além de depoimentos e diligências em diferentes cidades.

O secretário de Segurança Pública em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou de perto o caso e chegou a se reunir pessoalmente com policiais responsáveis pela investigação para acelerar os trabalhos.

Crime e repercussão

De acordo com a polícia, o crime ocorreu em um campo de futebol da região durante o feriado de Tiradentes. A denúncia foi formalizada dias depois, em razão do medo das famílias das vítimas. Um dos pontos mais graves do caso é a suspeita de que os suspeitos tenham filmado e compartilhado as agressões, o que ampliou a repercussão e a indignação pública. Além das filmagens, o compartilhamento desse tipo de conteúdo também configura crime.

Vítimas seguem sob proteção

As duas crianças receberam acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal, enquanto a outra permanece com familiares.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a possível disseminação das imagens e eventuais ameaças a familiares das vítimas.

O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos, mas optou por não divulgá-los devido ao grau de crueldade contra as vítimas.

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