Em entrevista ao programa Alô Você, nesta quarta-feira (1), o delegado Adriano Linhares, responsável pelo caso do assassinato de Mauro Kiper Mioti, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, desmentiu a versão apresentada pelo suspeito sobre o crime.
Em entrevista ao programa Alô Você, nesta quarta-feira (1º), o delegado Adriano Linhares, responsável pelo caso do assassinato de Mauro Kiper Mioti, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, desmentiu a versão apresentada pelo suspeito sobre o crime.
O jovem afirmou que o homicídio teria sido motivado por vingança, após receber da mãe a informação de que ela havia sido estuprada pelo pai desde a infância. Contudo, mediante às atitudes do garoto após o crime, essa versão não se sustenta.
Segundo Linhares, o suspeito chegou a tentar justificar o desaparecimento de Mauro, alegando que ele havia fugido após ser condenado a 33 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. “O estupro de fato ocorreu, mas é de se destacar que ele morava há três anos com o pai”, afirmou o delegado.
O delegado também detalhou a postura do jovem durante os depoimentos e a frieza com que cometeu o homicídio. “Contou detalhes para nós bem tranquilo. O nível de empatia baixíssimo. Prova disso aí são os atos dele, o que ele fez depois do crime. Ele praticou o crime e foi fazer festa, foi passear, sair com a namorada e arrumar uma nova, sair com os amigos.”
A justificativa apresentada pelo jovem não reflete motivações externas, mas sim a forma como ele raciocina e organiza seus próprios argumentos.
“Não se discute aí nenhuma possibilidade de justiça, dele cometer o crime para proteger alguém. Isso aí [alegar que foi vingança] é da própria inteligência dele. É um rapaz bastante inteligente, ele argumenta.”
O delegado ainda ressaltou que, segundo as investigações, a motivação do homicídio estaria ligada a questões patrimoniais.
Mãe replicou versão do filho
Em entrevista ao portal Livramento 24h, a mulher confirmou a versão apresentada pelo filho. Ela contou que foi abusada por Mauro aos 9 anos e que engravidou dele aos 15.
“Ele maltratava o [nome do jovem censurado], bebia e contava o que tinha feito comigo. Isso deixou meu filho transtornado. Como uma criança vai reagir ouvindo o pai dizer que gostava de estuprar a própria mãe?”, declarou.
A mulher relatou ainda que o adolescente foi morar com o pai aos 13 anos, mas a convivência era marcada por brigas e maus-tratos. Segundo ela, Mauro chegou a expulsá-lo de casa, deixando-o dias na rua, e oferecia “coisas” para convencer o filho a permanecer em Santana do Livramento.
Crime
O homicídio ocorreu no dia 5 de setembro, dentro da borracharia da família. Mauro foi morto com disparos de espingarda na cabeça e nas costas. Em seguida, o adolescente usou a caminhonete do pai para transportar o corpo, que foi enterrado em uma área rural de Santana do Livramento.
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