O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, deixará o cargo no início de março para entrar oficialmente na disputa eleitoral. Ele pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Partido Liberal. A saída encerra um ciclo de três anos à frente da corporação, marcado por casos de grande repercussão.

Após adotar cão agredido junto com 'Orelha', delegado publica vídeo emocionante; veja
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O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, deixará o comando da corporação no dia 1º de março para se dedicar à campanha eleitoral como pré-candidato a deputado estadual. A informação foi confirmada pelo próprio delegado, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Partido Liberal.

Ulisses Gabriel estava no cargo desde janeiro de 2023, quando foi indicado pelo governador Jorginho Mello para assumir a chefia da Polícia Civil de Santa Catarina. Delegado de carreira desde 2007, ele acumulou passagens por delegacias especializadas, como a de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, em Criciúma, além de ter atuado como titular nos municípios de Orleans e Urussanga.

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Cão Orelha morreu após ser agredido em Florianópolis; investigação aponta envolvimento de adolescentes em outros atos infracionais. Foto: @ivomeirelles / Instagram.

Antes mesmo de deixar o posto, Ulisses já possuía experiência no meio político. Em 2020, ele ocupou temporariamente uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, durante uma licença de 45 dias do deputado Milton Hobus. Dois anos antes, havia sido eleito segundo suplente, com pouco mais de 28 mil votos.

À frente da Polícia Civil, o delegado esteve envolvido em investigações e episódios de grande repercussão pública. Entre eles, a mobilização em torno do caso do cão Orelha, que ganhou destaque nacional, além de operações que apuraram crimes ambientais e contra a saúde pública, como a investigação que revelou a comercialização ilegal de carne de cavalos e mulas processada para consumo humano no Sul do estado.

A saída do delegado-geral ocorre dentro do prazo legal exigido pela legislação eleitoral para candidatos que ocupam cargos de comando no serviço público. A Polícia Civil de Santa Catarina ainda não informou quem assumirá o posto após o afastamento.

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