Em entrevista ao portal BacciNotícias, o delegado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, Dr. Rogério Nunes Pesual, deu detalhes sobre o caso da empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, encontrada morta dentro de casa na tarde de terça-feira (20), em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Em entrevista ao portal BacciNotícias, o delegado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, Dr. Rogério Nunes Pesual, deu detalhes sobre o caso da empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, encontrada morta dentro de casa na tarde de terça-feira (20), em São Vicente, no litoral de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi assassinada pelo ex-marido, que se entregou à polícia na noite de quarta-feira (21). O delegado classificou o caso como um dos mais chocantes de sua carreira, destacando a extrema crueldade envolvida.
“É um dos crimes mais chocantes que já eu vi durante minha carreira policial, um crime com requintes de crueldade”
Segundo o delegado, o crime foi motivado pelo desejo da vítima de encerrar o relacionamento, que durou cerca de 18 anos. O agressor não aceitou o fim da relação e matou a empresária por esganadura.
Após o assassinato, o homem praticou o que a polícia descreve como um “ritual”, introduzindo moedas em diversos orifícios do corpo da vítima, incluindo boca e olhos, o que reforça a brutalidade do crime.
Histórico criminal do suspeito
O acusado possui antecedentes criminais graves, incluindo condenações por roubo à mão armada e porte ilegal de arma de fogo. Ele cumpria uma pena de 19 anos de prisão e, no momento do feminicídio, estava em liberdade provisória.

Homem mata ex e abandona corpo com moedas na boca (Foto: Arquivo Pessoal)
Situação jurídica e próximos passos
Atualmente, o suspeito encontra-se preso temporariamente. A Delegacia de Defesa da Mulher informou que irá solicitar à Justiça a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.
Inicialmente, ele responderá por feminicídio com causa de aumento de pena, cuja condenação pode ultrapassar 40 anos de prisão. Dependendo do resultado do laudo necroscópico, o acusado também poderá responder por tortura, vilipêndio a cadáver e outros crimes já registrados anteriormente contra a vítima.
A causa da morte ainda está sendo apurada e dependerá dos laudos periciais.
